O estopim para a manifestação foi a análise de um processo que pleiteava a nulidade de um ato devido a um atraso de apenas três horas na realização de um depósito. A ministra destacou que a burocracia das instituições financeiras para a transferência e o pagamento de grandes quantias é de conhecimento geral, tornando a demanda irrazoável.
Nesse momento, Andrighi subiu o tom para classificar o nível da demanda que ocupava a pauta do Tribunal Superior.
"Se passa horas e horas trabalhando num processo desse jaez, que não vai resolver nada. Nada", disparou a magistrada, expondo a fadiga do tribunal com demandas ínfimas e lembrando que a própria advogada do caso admitiu não haver consequências práticas para o atraso.
A ministra ressaltou que a crítica não era um demérito ao esforço da advogada do caso, mas sim um alerta aos próprios juízes e ministros sobre a gestão do tempo do Judiciário. "Nós não podemos fazer isso", concluiu, evidenciando a necessidade de afastar do STJ litígios menores e exigindo a imposição de filtros mais rígidos para a admissão de recursos dessa natureza.
Fonte: @jurinewsbr
