À TV Globo, parentes e amigos da vítima disseram que o homem, identificado como José Leonardo Pereira da Silva, agrediu a jovem após ela recusar um relacionamento amoroso com ele. O g1 tenta contato com a defesa dele. De acordo com a família, o quadro de saúde de Mariele é considerado estável.
"Ele trabalhava com ela há um tempo, [...] e ele se apaixonou por ela. Só que ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade, porque ela achava que ele era uma coisa e se surpreendeu com coisas que ela não chegava a dizer sobre ele", contou a irmã de Mariele, Estefânia Maria da Cunha.
O crime aconteceu na segunda-feira (2). Segundo informações apuradas pelo g1, o homem foi demitido há cerca de 30 dias e, após invadir o antigo local de trabalho, atacou a mulher com golpes de faca. Em seguida, conforme relatos de testemunhas, ele jogou "thinner", uma mistura de solventes orgânicos usada para diluir tintas, sobre ela e ateou fogo.
De acordo com a tia da vítima, a cabeleireira Adenil Alves de Barros, policiais militares localizaram o suspeito na casa onde ele mora. O homem estava com cortes na barriga e no braço. Também teria sido encontrado o celular da vítima debaixo da cama dele.
"[Estou sentindo] dor e revolta porque todo dia é um caso [em] que [se] mata mulher e fica por isso mesmo, porque não tem uma punição severa para esses homens que fazem isso. [...] Ele premeditou, tudo foi premeditado. [...] Ele tem que pagar pelo que ele fez", afirmou.
Segundo a família, o suspeito dava em cima da vítima, mas ela deixou claro que não queria nenhum tipo de relacionamento. Durante o período em que trabalhou na empresa, ele chegou a seguir familiares de Mariele nas redes sociais, o que levou a jovem a bloqueá-lo.
"O sentimento é de raiva, de ódio, porque quantas mulheres vão ter que morrer mais, quantas mulheres vão ter que passar por isso, que todo dia a gente está vendo aí, feminicídio e mulheres morrendo todo dia. Ela, dentro do trabalho, procurando um objetivo, um sonho, e um monstro desse vem, dá facada nela e queima ela", disse o pai da vítima, Diego Adriano Barros da Silva.
A família cobra justiça e punição para o suspeito. "Que apodreçam na cadeira, que façam alguma coisa pelas mulheres. Porque eles acham que são donos das mulheres. Ele não é dono de ninguém e o que ele fez não justifica. Ela não tem nada com ele, ela nunca teve nada com ele, e ele chegar assim", disse a tia da vítima.
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| Em entrevista à TV Globo, Estefânia Maria da Cunha, irmã de Mariele, disse que o homem demonstrava interesse amoroso, mas a vítima não queria. — Foto: Reprodução/TV Globo |
Como denunciar
• Em Pernambuco, as denúncias de violência contra mulher podem ser feitas através do telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados;
• A Polícia Militar pode ser contatada pelo 190, quando o crime estiver acontecendo;
• Também é possível, no Grande Recife, fazer denúncias pelo Disque-Denúncia da Polícia Civil, no número (81) 3421-9595;
• O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) também pode ser acionado de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, através de uma ligação gratuita para o número 0800.281.9455;
• Outra opção é a Ouvidoria da Mulher de Pernambuco, que funciona pelo telefone 0800.281.8187;
• Os endereços e telefones das Delegacias da Mulher podem ser consultados no site do TJPE.
Por g1 Pernambuco
Fonte: g1

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