A representação foi protocolada pela deputada estadual de São Paulo Ediane Maria (PSol), em 8 de abril. No documento, a parlamentar afirmou que o vídeo mais popular do influenciador “se dedica a apontar que uma mulher que ‘dá para todo mundo’ é considerada uma ‘vagabunda’ enquanto o homem que pega geral é ‘fodão‘”.
Ediane Maria destacou que Breno “comercializa cursos e produtos digitais voltados ao público feminino, prometendo ‘ensinar’ mulheres a serem assumidas em relacionamentos, sem possuir formação técnica ou habilitação profissional compatível, utilizando-se de sua influência digital como estratégia de convencimento”.
A deputada ainda alegou que a atuação de Breno como influenciador digital “com fins lucrativos e gestor de empresas” indica possível afronta direta ao regime de dedicação exclusiva da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ediane Maria pediu que o MPF apure as eventuais infrações administrativas, civis e penais envolvendo Breno; requisite informações à PRF acerca da situação funcional do servidor, incluindo regime de trabalho e eventuais procedimentos disciplinares; adote as medidas cabíveis para responsabilização do agente, caso confirmadas as irregularidades; e oficie os órgãos competentes para apuração disciplinar no âmbito da Administração Pública Federal, com a indicação de exoneração, caso confirmados os indícios de ilegalidade.
Segundo a denúncia, uma reportagem do Núcleo Jornalismo apontou que Breno “exerce atividade empresarial ativa, figurando como sócio de empresas de marketing digital e participando diretamente da atividade empresarial, inclusive acionando a justiça, em nome próprio, para viabilizar as atividades empresariais de ao menos 2 empresas”.
O que diz o influenciador
Nas redes sociais, Breno afirmou que estariam querendo calar ele porque “meu trabalho tira milhares de mulheres do plano sujo deles”. “Não querem proteger o lado das mulheres, querem proteger o lado deles”, completou, se referindo a movimentos de esquerda.
Por Samara Schwingel
Fonte: metropoles.com
