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Mulher receberá indenização de R$ 73 milhões por ficar infértil após tomar sorvete contaminado

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Via @maisgoias | Uma mulher que receberá indenização de R$ 73 milhões após ficar infértil ao consumir sorvete contaminado teve o caso reconhecido pela Justiça nos Estados Unidos. O episódio, considerado grave, envolveu a ingestão de um prego e fragmentos de metal escondidos na sobremesa.

A vítima, Brandy Buckley, de 43 anos, comprou o produto em uma unidade da Bruster’s Ice Cream, na Flórida, em 2018. Segundo relato, ao dar a primeira mordida no sorvete de noz-pecã com manteiga, sentiu algo estranho na garganta. “Achei que fosse uma castanha, mas era um prego. Eu engoli um prego”, afirmou em entrevista.

Sorvete com pedaços de metal e raio-x mostrando prego no organismo de cliente – Foto: Reprodução

Após perceber a presença de um objeto metálico na casquinha, ela procurou atendimento médico. Um exame de raio-X confirmou a ingestão do material. Além do prego, outros fragmentos de metal também teriam sido engolidos e ficaram alojados no intestino, o que exigiu cirurgia.

De acordo com o processo, após o procedimento, Buckley desenvolveu complicações graves, incluindo um coágulo sanguíneo que resultou em infertilidade permanente. “Meu sonho era ter mais filhos”, declarou.

A ação judicial foi movida contra a fabricante Malabar Creameries, responsável pelo produto. O processo apontou falha na segurança alimentar, indicando que o sorvete continha “vários pregos e/ou fragmentos de metal”.

Sorvete de noz-pecã com manteiga – Foto: FreePik

O caso foi julgado no Condado de Brevard, onde o júri considerou tanto a fabricante quanto a sorveteria responsáveis. A decisão fixou a indenização em US$ 14 milhões (cerca de R$ 73 milhões), levando em conta os danos físicos, emocionais e os custos médicos.

Além da infertilidade, a vítima relatou sequelas permanentes, como danos neurológicos, perda de funções corporais e cicatrizes. O advogado da mulher afirmou que o valor reconhece a gravidade dos impactos causados. Até o momento, as empresas envolvidas não se pronunciaram.

Por Fabricio Moretti
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