O g1 apurou que a mulher figurou como testemunha em uma investigação contra o ex-companheiro dela por perseguição, em março deste ano. No entanto, ela queria mudar a versão apresentada inicialmente. Foi então que ela buscou o serviço de advocacia de Bruno Vieira, conforme as investigações.
A vítima compareceu ao escritório de Bruno e recebeu um depoimento falso prestado por ela, que sequer foi incluído no sistema. Conforme o delegado Rodrigo Silva, "uma fraude feita pelo próprio advogado como engodo para enganá-la".
Quando ela soube que o depoimento prestado por ela inicialmente foi enviado ao Poder Judiciário, a mulher procurou a unidade policial para noticiar que havia caído em um golpe.
Aos policiais, o advogado Bruno Vieira negou ter recebido o dinheiro e entregado o depoimento falso, mas duas testemunhas afirmaram que ele recebeu o dinheiro, passou o valor em uma máquina de cartão e prometeu à cliente que o dinheiro seria para pagar a polícia e o Poder Judiciário.
Prisão em flagrante
Nesta quarta-feira (24), a proprietária da máquina, em que o advogado passou o cartão para obter o dinheiro da vítima, mentiu à polícia para protegê-lo e foi presa em flagrante por falso testemunho em um momento de acareação com os investigadores.
A mulher, que não teve a identidade revelada, é uma empresária da cidade de Quixadá e manteve relacionamento amoroso com o advogado indiciado.
Já nesta quinta-feira (25), na audiência de custódia, a suspeita se retratou, contou a verdade em juízo e foi solta.
Por Italo Cosme, g1 CE
Fonte: g1
