O colegiado foi presidido pela desembargadora Fabiane Perrucini e contou com a presença da representante do Ministério Público, Dra. Mônica Louise de Azevedo, além das desembargadoras substitutas Renata Baganha, Maria Fernanda Nogara, Vanessa Jamus e Andréa Buzato. O andamento da sessão também contou com o auxílio direto de duas servidoras da Justiça.
Durante a abertura dos trabalhos, a presidente da sessão fez questão de registrar a importância da composição inédita. A magistrada relembrou uma célebre resposta da falecida juíza da Suprema Corte Americana, Ruth Bader Ginsburg, que, ao ser questionada sobre qual seria o número suficiente de mulheres no tribunal, respondeu "nove mulheres", pontuando que cortes formadas exclusivamente por homens funcionaram por anos sem nunca causar qualquer espanto.
A desembargadora Fabiane Perrucini ressaltou que o objetivo da formação não é o ineditismo midiático, mas a normalização da presença feminina em espaços de poder. "Mais do que ser notícia, nós não queremos ser notícia, nós queremos que uma câmara exclusivamente feminina seja o retrato de uma sociedade que entendeu que competência não tem gênero", afirmou. A presidente também declarou que as magistradas estão dispostas a fazer justiça demonstrando técnica, empatia e sentimento.
A ocasião coincidiu com o aniversário de um ano da especialização da 6ª Câmara Criminal do TJPR no julgamento de crimes cometidos contra mulheres e meninas no âmbito familiar e doméstico.
Fonte: @jurinewsbr
