Segundo a polícia, 143 gatos foram encontrados em situação de maus-tratos e outros 14 estavam mortos dentro de um freezer.
A suspeita foi identificada como Patrícia Louana Masiero. Os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel ligado à ONG Perfeitos e Especiais, que arrecadava dinheiro pela internet para manter os animais.
No local, os agentes também encontraram medicamentos vencidos e carteiras de vacinação assinadas em branco por médicos veterinários. A Vigilância Sanitária interditou totalmente a ONG.
Na saída da casa, antes de entrar no carro da polícia, Patrícia disse que foi vítima de uma armação.
“Isso é coisa de alguém que aprontou para mim. Estou há 20 anos na causa animal e sempre defendi os bichos. Não fiz nada de errado. É tudo muito limpo e bem organizado. [Essa denúncia e vídeos] são de quem deveria cuidar e não cuidou [dos animais]. E fez isso de má-fé”, afirmou.
Sobre os animais no freezer, ela disse que são pets que vieram a óbito desde novembro e que vão para estudo em faculdades de veterinária.
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| Patrícia Louana Masier, dona da ONG Perfeitos e Especiais, que foi presa nesta quarta-feira (1°) — Foto: Reprodução/TV Globo |
Autuações
O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) também participou da fiscalização e autuou a entidade por falta de responsável técnico e por outras irregularidades, entre elas os maus-tratos aos animais.
Todos os gatos foram resgatados e encaminhados para ONGs regularizadas, que passaram a prestar atendimento veterinário e abrigo aos animais. Segundo a polícia, muitos deles estavam doentes e apresentavam sinais de maus-tratos.
Patrícia Louana Masiero foi levada para a carceragem do 6º Distrito Policial. De acordo com a polícia, ela foi presa por um crime considerado inafiançável. A investigação também apura se alguns dos animais foram colocados vivos no freezer.
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| Animais da ONG Perfeitos e Especiais, fechada pela Vigilância Sanitária. — Foto: Reprodução/TV Globo |
Os corpos dos gatos foram encaminhados ao Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP), onde passarão por exames de necropsia.
Segundo a polícia, a suspeita afirmou que vendia os animais de forma irregular para uma faculdade, onde seriam utilizados em estudos, mas não informou o nome da instituição. A Polícia Civil investiga a declaração.
Por Patrícia Marques, Rodrigo Rodrigues, TV Globo e g1 SP — São Paulo
Fonte: g1

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