Segundo a tutora da cadela, Nivia Martins de Jesus, de 50 anos, o vizinho entrou em contato com o marido dela para informar o ocorrido. A família afirma que, logo após ser avisada, se dispôs a reparar os prejuízos, oferecendo o pagamento pelas aves mortas e a reposição dos animais.
“Eu falei: tranquilo, eu vou pedir meu pai para recolher as duas. Você vai contabilizar o prejuízo e eu vou te pagar e ainda te dou mais galinha e te peço desculpa”, relatou a tutora.
Apesar da tentativa de acordo, o homem teria reagido de forma agressiva. De acordo com a família, o marido de Nivia chegou a implorar para que ele não matasse as cadelas, mas ouviu como resposta: “Se eu matar vai dar o quê para mim?”.
Conforme o boletim de ocorrência, a tutora recebeu dois vídeos que registram o crime. No primeiro, o suspeito aparece armado e fazendo ameaças. No segundo, Meg já aparece morta embaixo do galinheiro.
Ainda segundo a família, no dia seguinte ao crime, o vizinho tentou ocultar o que havia acontecido. Em mensagens de áudio, ele afirmou que a cadela teria caído em um poço e morrido afogada. A versão, no entanto, foi descartada quando a Polícia Militar esteve no local.
Além de Meg, outra cadela da família, uma vira-lata de grande porte chamada Jade, também teria sido agredida. O animal foi resgatado pelo avô da família com ferimentos no focinho e na barriga.
O caso foi registrado como crime de maus-tratos e crueldade contra animais. A família foi orientada a formalizar a representação criminal contra o suspeito.
Abalada, Nivia lamenta a perda da filhote, que havia sido adquirida recentemente pela família. “Eu estou em tempo de morrer. A casa ficou horrível sem as bichinhas”, desabafou.
Crime previsto em lei
A Lei Federal nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020, prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais, para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos. A investigação deverá apurar as circunstâncias do crime e eventual responsabilização do suspeito.
Por Luciana Simões, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
Fonte: R7
