As imagens, registradas em setembro de 2025, mostram Rodiyah usando o tradicional traje exigido para novos advogados, composto por toga e peruca, combinado ao niqab em respeito às suas convicções religiosas. O caso voltou a ganhar repercussão em julho de 2026, reacendendo discussões sobre liberdade religiosa, códigos de vestimenta e diversidade na profissão jurídica.
Segundo o portal nigeriano Pulse, Rodiyah foi uma das mais de 6 mil pessoas admitidas na advocacia durante a cerimônia organizada pelo Body of Benchers, órgão responsável pela habilitação de advogados no país. Embora diversas publicações nas redes sociais a descrevam como a "primeira advogada nigeriana a usar niqab", não existe confirmação oficial dessa informação por parte do Body of Benchers, da Nigerian Bar Association (NBA) ou da Nigerian Law School. O que está documentado é que ela se tornou a primeira advogada conhecida publicamente a ganhar ampla repercussão por utilizar o véu durante a cerimônia e no exercício da profissão.
A repercussão dividiu opiniões. Enquanto parte dos internautas questionou se o uso do niqab seria compatível com a atuação nos tribunais e com as regras da advocacia nigeriana, outros defenderam o direito da advogada de conciliar sua fé com a carreira jurídica. Amigos e colegas também ressaltaram que sua competência profissional não deveria ser ofuscada por sua aparência ou pela manifestação de sua crença religiosa.
O episódio também trouxe novamente ao debate um caso semelhante ocorrido em 2017, quando a então estudante de Direito Amasa Firdaus contestou restrições ao uso do hijab durante a cerimônia de admissão à advocacia. A controvérsia contribuiu para mudanças nas normas relacionadas ao uso do lenço islâmico. No entanto, o uso do niqab, que cobre também o rosto, nunca havia recebido atenção semelhante no ambiente jurídico nigeriano.
Até o momento, Rodiyah Omotoyosi Mikhail não divulgou uma manifestação detalhada sobre a repercussão das imagens. Ainda assim, sua trajetória passou a ser vista por muitos como um símbolo da discussão entre liberdade religiosa, identidade profissional e inclusão dentro da advocacia na Nigéria.
Fontes:
• Pulse Nigeria (reportagem publicada em 21 de julho de 2026).
• Registros da cerimônia de admissão à advocacia divulgados em setembro de 2025.
Matéria gerada com IA.
