Os levantamentos apontam que ela teria sido confundida com uma traficante jurada de morte pela facção criminosa. Segundo Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a ordem era matar uma mulher que causou prejuízo à facção após perder uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína.
“Como ela não conseguiu arcar com esse prejuízo perante a facção do Comando Vermelho, foi decretada a execução dela”, informou.
Relembre
Ana Walesca foi morta a tiros na noite de terça-feira (18/8), enquanto passeava com um cachorro no bairro Benedito Bentes, em Maceió (AL).
Segundo a Polícia Militar de Alagoas (PMAL), a advogada foi atingida por disparos na região da cabeça e do tórax. Após o crime, durante as primeiras diligências e oitivas realizadas no local, ninguém soube informar o paradeiro do atirador, sua identidade ou a possível motivação do homicídio.
Ana Walesca foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes.
Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro do Trapiche da Barra.
A advogada, que era filha de um policial civil e sobrinha de um policial militar, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Prisão e morte
Uma operação para capturar os suspeitos do crime foi deflagrada pela corporação entre a noite dessa quarta-feira (19/8) e a madrugada desta quinta-feira (20/8). Os nomes dos dois suspeitos não foram divulgados.
Um deles foi preso. O segundo suspeito, apontado como o possível autor dos disparos, morreu durante uma troca de tiros com policiais.
Segundo informações iniciais da investigação, o homem preso seria o condutor da motocicleta usada pelos criminosos no momento do assassinato. O outro suspeito, que morreu durante o confronto com os policiais, seria o executor dos disparos que atingiram a advogada.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a arma usada durante o ataque falhou pelo menos duas vezes. Mesmo assim, o criminoso continuou tentando efetuar os disparos.
Durante as diligências, uma motocicleta com características semelhantes às do veículo utilizado pelos criminosos foi apreendida. O veículo será submetido à perícia para verificar se tem relação com o homicídio.
Os celulares da advogada também foram encaminhados ao Instituto de Criminalística para perícia.
Por Letícia Guedes
Fonte: metropoles
