‘Foi s*ic1di*. O que ele tem a ver com isso?’, diz advogada de namorado de Isabelle Caracristi

Via @diariodonordeste | A advogada de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, afirmou que ele "não tem nada a ver" com a morte da jovem de 22 anos e frisou que o caso e trata de um sucídio. Lígia Peixe, que representa homem de 32 anos preso na manhã desta quarta, criticou a prisão e também acusou a investigação de buscar uma "resposta midiática"

"Foi suicídio. O que é que ele tem a ver com isso? Ele não estava em casa, certo?  Então assim, ele está abalado". afirmou a advogada. 

João foi preso, e é investigado, por induzimento ao suicídio e violência psicológica contra a mulher, mas, a advogada nega. “A defesa nega qualquer incitação ao suicídio. Isso não existe”, declarou.

Ainda segundo a defensora particular informou à imprensa nesta tarde na sede da Delegacia de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Intolerância Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin), João já havia se apresentado voluntariamente à Polícia Civil no dia anterior, quando entregou o celular para perícia e prestou depoimento.

Ela argumentou que o investigado sempre esteve à disposição das autoridades, apesar de a Polícia Civil ter informado que ele era procurado. 

A defensora afirmou que vai analisar o conteúdo integral da decisão que mandou prender Munhoz, mas já diz que vai tentar reverter a medida. 

Advogada contesta suspeitas 

A advogada sustentou que o bacharel em direito não estava no apartamento no momento da morte de Isabelle e reiterou o entendimento da defesa de que o caso se trata de suicídio.

 “Ele não estava em casa. Está muito abalado, sob medicação e recebendo acompanhamento médico”, disse.

João foi preso em uma condomínio na Avenida Santos Dumont, a cerca de 800 metros do prédio onde ele morava, e de onde Isabelle caiu do 23º andar. Conforme a advogada, ele estava na residência da avó. 

A editoria de Segurança do Diário do Nordeste apurou junto a depoimentos colhidos pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) que no dia seguinte à morte, uma diarista foi chamada à residência para limpar o apartamento. A Polícia apura suposta tentativa de ocultação de elementos probatórios, segundo documentos exclusivos obtidos pela reportagem. 

Já no dia 15 de setembro, dois dias após a morte da jovem, há informação de que o irmão de João Munhoz Neto foi ao edifício na companhia de um corretor de imóveis para colocar o apartamento à venda. Uma placa de: 'vende-se' foi instalada.

A advogada Lígia Peixe negou que o apartamento esteja à venda e fala que não houve tentativa de obstrução de justiça: “O apartamento é da mãe dele, é financiado e não está à venda”.

Lígia disse que, no dia da morte de Isabelle, João estava na missa, o que seria um costume de todos os domingos: "Ela [Isabelle] estava com torcicolo e ele deixou ela no apartamento".

'A prisão não vai aliviar nada da dor de uma mãe'

Ainda em crítica à decisão que prendeu Munhoz Neto, Lígia Peixe disse que a "a prisão não vai aliviar da dor de uma mãe", referindo-se à Isorlanda Caracristi.

Sobre relatos de familiares da vítima de que teriam sido bloqueados após a morte de Isabelle, a advogada disse não ter informações concretas sobre o assunto e ponderou que a mãe da jovem enfrenta um momento de sofrimento.

“A mãe da vítima está sofrendo, eu compreendo isso. Mas a mãe desse rapaz também está sofrendo muito e isso precisa ser considerado”, afirmou.

Ela confirmou ainda que o irmão do cliente dela ligou para a mãe de Isabelle no dia da morte. "Não foi exatamente ele quem mandou a mensagem, quem mandou foi o irmão dele, porque ele não tinha condições", afirmou a advogada. Lígia também afirma que o irmão de Munhoz entrou em contato com a mãe de Isabelle a pedido dos policiais, e que ela viu a mensagem e "bloqueou de imediato".

O relacionamento conturbado entre João e Isabelle, relatado pela mãe da jovem e também por depoimentos colhidos pela Polícia Civil, não seria motivo para que ele induzisse a namorada a tirar a própria vida, conforme a advogada: "Eram menos de dois meses de relacionamento"

A defesa afirma ainda que o investigado ficou em estado de choque ao descobrir o que havia acontecido e, por isso, não teve condições emocionais de manter contato imediato com a família da vítima.

Por Matheus Facundo, Emanoela Campelo de Melo e Júlia Lopes*

*Estagiária sob supervisão do jornalista Emerson Rodrigues

Fonte: diariodonordeste.verdesmares.com.br

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