Apesar de parecer piada, o caso é real. A trabalhadora afirmou enfrentar desafios da maternidade causadas por “interrupções de sono a cada duas horas” e ameaçou formalizar uma queixa por discriminação contra mulheres com problemas de fertilidade caso o afastamento, que seria destinado aos cuidados com o cachorro, fosse negado.
O pedido gerou atrito direto com a gestão da empresa e acabou se tornando público após a superior da trabalhadora relatar a situação. Ter o benefício negado levou a funcionária a acusar a superior de insensibilidade diante de sua decisão de ser mãe de pet.
Entenda o pedido de afastamento para cuidar do cachorro
A solicitação enviada por e-mail detalha que a nova tutora se considera responsável por outro ser vivo e exige o tempo remunerado para criar vínculos com o filhote. Ela argumenta que a restrição da licença apenas para quem dá à luz não deveria ser um critério relevante para barrar o afastamento.
A chefe da funcionária convocou uma reunião com o setor de RH para tratar do caso após ser acusada de discriminação. A funcionária mantém a exigência do período integral de folga remunerada, justificando a necessidade pelo desgaste físico do processo de adaptação do cachorro na rotina da casa.
A disposição do Golden Retriever costuma ser alta e é necessário enriquecimento ambiental para evitar móveis quebrados e energia em excesso
O debate ganhou repercussão no programa de rádio e TV australiano Jonesy & Amanda. Os apresentadores classificaram a exigência como uma dor de cabeça moderna para os gestores. Durante a transmissão, os ouvintes interagiram por telefone e a maioria defendeu a postura da chefe, sugerindo que a tutora busque um especialista em comportamento animal em vez de folga do trabalho.
Nas redes sociais, as pessoas também se manifestaram. Enquanto alguns internautas defenderam o uso de férias ou trabalho remoto, outros reforçaram que as empresas não têm a obrigação de conceder o afastamento remunerado nesse formato.
Por Daniel Lima
Fonte: metropoles.com
