A investigação identificou indícios de irregularidades relacionados à apresentação de atestados e laudos médicos supostamente falsificados. Conforme apurado, uma advogada realizava agendamentos de perícias apresentando-se como parente dos segurados. Em ao menos uma avaliação, o marido da investigada teria se apresentado falsamente como irmão de um periciado.
Até o momento, foram identificados ao menos 19 requerimentos de benefícios assistenciais à pessoa com deficiência realizados mediante a utilização de atestados e relatórios médicos com indícios de falsificação.
Segundo a PF, os documentos falsos eram atribuídos a médicos psiquiatras e neurologistas que, após consulta formal, negaram a autoria dos laudos.
Nesta quarta-feira (7), foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Aeroporto, em Aracaju. A ação contou com o apoio da Seção de Inteligência da Previdência Social em Sergipe (SIPS/SE).
Os investigados poderão responder pelo crime de estelionato previdenciário.
Por Letícia Guedes e Mirelle Pinheiro
Fonte: metropoles.com
