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Como aumentar as chances de ser aprovado no Exame de Ordem da OAB?

goo.gl/fzm1G9 | Gostaria de alertar aos leitores, a princípio, que o post não traz qualquer fórmula mágica para que se possa lograr êxito no exame, até porque não há e qualquer afirmação nesse viés encontra-se desagasalhada pelo manto da veracidade (acreditem em mim rs). O intuito do escrito é trazer algumas humildes orientações – as quais reputo pertinentes – para aqueles que irão enfrentar o certame, sejam acadêmicos de direitos ou já bacharéis.

Meu nome é Feliphe, acabei de concluir o curso de Direito (não obstante esteja ainda, por razões puramente burocráticas, pendente a colação de grau rs) e fui aprovado no XXI Exame da OAB, fato este que se deu quando estava cursando o 9º período do curso.

Muito embora minha aprovação tenha se dado na primeira vez que decidi enfrentar o certame e não tenha dedicado um lapso temporal considerável no que tange a preparação para exame, retirei algumas lições com a feitura do mesmo.

O estudo a ser empregado para o exame da OAB requer estratégia, digo estratégia porque, sob o meu prisma, não há necessidade de se preocupar com todas as matérias que são cobradas. É necessário esquematizar o estudo (todo estudo para realização de provas).

É sabido que a prova é divida em duas fases, sendo que na primeira são cobradas oitenta questões objetivas e na segunda é exigida a realização de uma peça prático-profissional e questões abertas referentes à disciplina que fora escolhida.

Na primeira etapa são exigidas oitenta questões de múltipla escolha nas diversas searas do direito, sejam elas, Direito Constitucional, Direito Tributário, Direito Administrativo, Direito Ambiental, Direitos Humanos, Direito Empresarial, Direito Internacional, Direito da Criança e do Adolescente, Direito do Consumidor, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho, além de Ética Profissional – Deontologia Jurídica – e Filosofia.

Para que tenha êxito na primeira fase, o candidato há de atribuir maior relevância a algumas disciplinas (com a resolução de várias questões dos exames anteriores), tais como, Ética Profissional, Direito Constitucional, Direito Tributário, Direito Administrativo, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho. Por qual razão? A razão é simples, são essas disciplinas que exigem um número maior de questões, logo, tendo sucesso nessas dificilmente haverá reprovação, porquanto que das oitenta questões que são objetos de cobrança, é necessário somente o acerto de quarenta para submissão a segunda fase. Vejamos exemplo, em Ética Profissional são cobrados dez quesitos, já em filosofia apenas dois. Dessa maneira, não se mostra correto empregar estudo equivalente a todas as matérias.

Quero deixar claro, no entanto, que não estou querendo dizer que as outras matérias sejam desimportantes, não é isso. Longe de mim. Apenas, acredito que com estudo estratégico a reprovação ficará mais distante.

Bons resumos das disciplinas acompanhados da leitura do Código (leitura de lei seca) são suficientes para uma boa preparação (a maioria das questões cobram a letra fria da lei). Aqui abro espaço para indicação bibliográfica, seguem:

· Exame da OAB com todas as disciplinas (Editora Juspodvm);

· Revisaço – OAB (Editora Juspodvm);

· 10 em Ética do Professor Paulo Machado (Editora Armador).

Vencida a primeira fase ainda não acabou, vem pela frente à realização da prova prático-profissional (para muitos a mais complexa). Aqui também reside a necessidade de ser estratégico, estratégico no sentido da escolha da disciplina. Aconselho que optem pela matéria que possuam maior afinidade, tendo em vista que serão cerca dois meses apenas para estudar toda ela, portanto, será melhor para assimilação.

Muitas pessoas se preocupam muito com a peça, alguns até escolhem determinada matéria porque fulano falou que a peça que cobram é fácil etc. Ledo engano, o que reprova na segunda etapa não é a peça, mas sim não dominar o direito material – claro, se errar a peça não passa – tendo em vista que, além das quatro questões dissertativas que são cobradas, a parte da peça que mais pontua é a do mérito (“Do Direito”). Dessa maneira, saber bem a matéria é imprescindível.

Não adianta abrir o Código sem ter um elo com a disciplina. As respostas não vão sair do papel. Você terá que saber usar a matéria no seu Vade.

Para a segunda etapa, há livros específicos no mercado, além de cursos específicos que ajudam na preparação. Para quem for fazer administrativo (como eu fiz), seguem:

· Direito Administrativo para 1ª e 2ª fase – Teoria e prática do Professor Matheus Carvalho (Editora uspodvm)

· Vade mecum Administrativo (Editora Armador).

Dito isto, bons estudos e boa sorte. Avante, pessoal.

Feliphe Lima;

Aprovado no XXI Exame da OAB: 1ª fase – 52 pontos, 2ª fase – nota: 8,25.

Por Feliphe Lima
Fonte: Jus Brasil

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