Passageira recebe indenização em pouco mais de R$ 10 mil após fraturar vértebra em ônibus

http://goo.gl/UZ9gUP | Após quebrar uma vértebra em um acidente dentro de um ônibus da Autotrans, empresa de transporte coletivo de Varginha (MG), uma moradora da cidade processou a empresa e foi indenizada em pouco mais de R$ 10 mil. O caso aconteceu em 2013, quando a agente de atendimento Lílian de Carvalho caiu dentro do veículo de transporte coletivo e fraturou parte do corpo.

“O motorista passou em um redutor e eu estava sentada e fui arremessada do banco em que estava sentada. Já senti uma dor forte, falta de ar”, contou a vítima, que ficou quatro dias internada no hospital e mais 15 dias de repouso. A queda dentro do ônibus custou caro para Lílian, que teve que pagar por todo o tratamento. “Eu tive que usar um colete que custou quase R$ 500, além do tratamento e das fisioterapias”, disse a vítima.

Por causa disso, dois anos depois do acidente, Lílian entrou na Justiça e pediu reparação pelos problemas de saúde causados por causa do acidente. Ela precisou ser afastada das atividades de rotina. Na sentença, o juiz responsável pelo caso considerou que a vítima sofreu danos morais por causa do sofrimento e dos transtornos causados pelo acidente. A empresa responsável pelo transporte público de Varginha (MG) foi condenada a pagar uma indenização por danos morais e materiais.

De acordo com o advogado da passageira, mais importante que o dinheiro é o valor educativo da punição. “As empresas precisam rever as atitudes, respeitar os passageiros”, disse Saulo Rodrigo do Carmo.

Entretanto, Lílian não é a única. Dentre os inúmeros problemas apontados pelos usuários do transporte público está também a pressa dos motoristas. Muitos dirigem em alta velocidade e os passageiros contam que precisam se equilibrar dentro dos ônibus. Freadas bruscas são comuns.“Ás vezes os ônibus freiam, as pessoas caem, nos empurram, é bem complicado”, disse a auxiliar de saúde bucal, Liliana Machado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) , não cabe mais recurso da decisão. Em nota, a Autotrans informou que no dia do acidente com a Lílian de Carvalho, a empresa acionou o Corpo de Bombeiros para os primeiros socorros com a vítima. Ainda segundo a nota da empresa, o motorista que dirigia o ônibus na ocasião passou por um novo treinamento, de condição inteligente e direção defensiva.  De acordo com a empresa, cursos como estes são dados a todos os motoristas que são contratados e eles também passam por constantes treinamentos no exercício da função.



(Foto: Reprodução EPTV)

Fonte: G1
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