Exame de DNA inocenta homem que passou mais de 30 anos na prisão por estupro

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goo.gl/QsQC2K | Um homem que passou mais de 30 anos na prisão foi solto há poucos dias, no estado de Oklahoma (EUA). Perry Lott, de 56 anos, estava cumprindo uma pena de mais de 200 anos por estupro. Agora, três décadas depois, evidências de DNA concluíram que o norte-americano não teve participação no crime.

Em resumo, Lott foi sentenciado em 1988 a mais de 200 anos por estupro, roubo, arrombamento e ameaça de bomba. A vítima era uma mulher residente em Ada, uma cidade localizada no condado de Pontotoc. Graças à atuação do Innocente Project, o americano foi libertado na última segunda-feira (9).

A acusação


O crime ocorreu em novembro de 1987, às 01:15. Na ocasião, a vítima sentiu o cano de uma arma em sua cabeça quando destrancou a porta de casa. Um homem, então, a empurrou para dentro, pegou US$ 120,00 de sua bolsa e a estuprou. A vítima descreveu o estuprador como um homem negro com um dente de ouro.

Como o infrator estava usando boné, a vítima não conseguiu determinar o comprimento do cabelo. Da mesma forma, não foi capaz de identificar o tamanho do corpo, já que o homem estava usando uma jaqueta. Ainda assim, as informações foram suficientes para chegar até Perry Lott e condená-lo à prisão.

Exame de DNA e novas evidências


De acordo com a advogada Karen Thompson, o DNA e outras evidências claramente estabeleceram a inocência de Perry Lott. As novas provas demonstram que Lott passou os últimos 30 anos preso injustamente. Para a advogada, os últimos 30 anos foram anos roubados dele pelo estado de Oklahoma:
Nenhuma evidência física jamais o conectou a esses crimes. – Karen Thompson
Em síntese, o exame de DNA excluiu Lott como fonte de material genético masculino encontrado no canal vaginal da vítima. Apesar da evidência científica revelando a inocência de Lott, o promotor distrital Paul Smith se recusou a aliviar a situação e ofereceu uma modificação na sentença na forma de tempo cumprido.

Solto, mas não formalmente exonerado


Preocupado com a possibilidade voltar à prisão, Lott resolveu aceitar o acordo. Em termos práticos, o acordo tem um lado positivo e outro negativo. O negativo é que Lott ainda não estará formalmente exonerado e deverá ser registrado como “agressor sexual”. Já o lado positivo é que agora está livre.

Evidências de DNA concluíram que o Lott não teve participação no crime (Crédito: Innocence Project)
Claramente estamos muito desapontados, mas ele é agora livre. Isso é uma coisa maravilhosa para ele e para ele e sua família. – Karen Thompson
Assim que foi solto, Lott saiu para almoçar com seus dois irmãos, sua irmã e uma mulher que era sua noiva no momento da prisão. O destino foi Red Lobster, um restaurante de frutos do mar. Enfim, o americano está agora se preparando para viajar ao estado de Wisconsin (EUA), onde planeja morar com a família.

Redação
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Fonte: Canal Ciências Criminais

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