Comissão inocenta juíza em caso de advogada algemada e presa em audiência no Rio

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goo.gl/eB5aYD | A comissão judiciária que analisou o caso da advogada Valéria Lucia dos Santos, algemada por policiais militares em uma audiência em Duque de Caxias (RJ), concluiu que o procedimento foi tomado para sua própria segurança. A informação foi divulgado pela coluna de Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O entendimento da comissão é que a advogada "se jogou no chão" e foi "momentaneamente" imobilizada para ser retirada de maneira segura. A juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos, que teria chamado a PM para retirar Valéria da sala, foi inocentada de qualquer tipo de abuso. Foram ouvidos estagiários, outros advogados e os envolvidos no caso.

"Não vislumbro prática de qualquer desvio funcional dos servidores envolvidos e da advogada juíza leiga Ethel Tavares de Vasconcelos", diz o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, do Tribunal de Justiça do Rio, na conclusão da investigação do caso.

Segundo o desembargador, a versão de Valéria, de que levou uma rasteira antes de ser algemada, está "em colisão com todo o restante da prova". Diz também que embora seja uma "imagem forte" a de Valéria algemada, que se espalhou pela internet, "não se pode emprestar maior significado do que o que realmente revê".

A conclusão da comissão é contrária à acusação feita pela OAB-RJ, que criticou o episódio e afirmou que "nem na época da ditadura se prendia, algemava e jogava no chão um advogado dentro da sala de audiência. É um absoluto desrespeito ao Estado democrático de direito e à advocacia. Isso causa muita preocupação".

Fonte: www.correio24horas.com.br

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  1. Boa noite
    Realmente uma imagem muito triste de si ver uma pessoa algemada no chão de uma casa de justiça , gostaria que o jurista que está presente no assunto de mais informações da necessidade de algemar um representante da lei dentro de um forun , onde não estava trazendo risco a vida de ninguém e nem faltando com respeito , porém eum assunto para ser interpretado como muita cautela para não sermos é justo com qualquer parte , procurando ser justo de uma forma honesta com as partes .

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  2. SOU LEIGO NESSE ASSUNTO,POREM ACHO Q ESSA JUIZA DEVERIA SE RETRATAR EM REDE NACIONAL PORQ A IMAGEM DA ADVOGADA FICOU MANCHADA E ISSO VEM AO PENSAMENTO DOS LEIGOS COMO EU,QUE NEM OS ADVOGADOS AINDA Q ESTEJAM CERTOS MAS ESXISTE "FORÇAS"MAIORES QUE DIZ O CONTRÁRIO E PRONTO E VERDADEIRAMENTE ELES PENSAM Q SÃO DEUSES E ESTÃO ACIMA DA LEI.

    SOU FÃ DESSA PATENTE DE PROMOCIONAIS DE DIREITO Q ZELAM POR JUSTIÇA.

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    1. PATENTE DE PROFICIONAIS...

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    2. Apesar do nome “leigo”, não significa que não tenha conhecimento. O “juiz leigo” é um ADVOGADO com mais de 5 ano de experiência, que atua nos juizados especiais (conforme a lei 9.099/95). Eles costumam fazer conciliação ou a instrução desde que supervisionados pelo juiz togado (o juiz de carreira, aquele que passa em concurso). Não é uma “força maior”, não tenho conhecimento dos fatos reais, porém pelo que li de ambas as partes, a juíza leiga (refrisando, também uma advogada) em questão não fez nada de errado, encerrou a audiência (conforme a ata) por motivos justificados (conforme as testemunhas citaram) e a advogada não quis se retirar, foi então que a juíza chamou a força policial para retirá-la da sala de audiência. Em momento algum citam que a juíza leiga deu voz de prisão, nem nos relatos nem nos vídeos. Ao meu ver não foi correta a atitude policial de algemar a advogada, porém não sejamos ignorantes ao ponto de condenar uma profissional apenas por ter ‘status’ de superior ao olhar da sociedade.

      As pessoas têm que parar com essa mania de julgar os outros pelos rótulos impostos pelos mesmos julgadores.

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    3. Outra coisa é parar de acreditar nessas notícias clickbait (notícias sensacionalistas que chamam atenção) que só contam uma versão dos fatos. Já presenciei várias reportagens de ‘umas determinadas empresas’, que se você pesquisar a fundo a notícia percebe facilmente que foi manipulada apenas para gerar caos e atenção. A versão que mais der ibope eles publicam independente de ser verdadeira ou não, triste, porém é real!

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  3. A advogada foi algemada por oferecer resistência à abordagem dos policiais, que fizeram isso justamente devido a sua conduta, achando que a sala do tribunal é a "casa da mãe Joana", querendo sair e voltar a hora que bem entender. A justiça foi feita. Parabéns ao Exmo. Desembargador, que não caiu na história fake da mídia.

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  4. resistência justa né, de uma abordagem ilegal!!

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  5. Não vou entrar no mérito. Apenas esclarecendo, todos estão falando da "juíza" na verdade trata-se de uma advogada exercendo função de "juiz", resumindo uma colega querendo ferrar a outra"

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  6. Isso só reflete o descrédito da Advocacia perante à sociedade e ao Judiciário, em países sérios jamais um magistrado seria absorvido desta forma, mas no Brasil tudo é possível.

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  7. O pedido feito pela advogada foi negado. A juíza ( naquele momento)encerrou a audiência. Se a advogada não concordou ou viu o seu direito vilipendiado, deveria ter feito constar em ata e posteriormente, se desejasse, representar contra a Juíza.
    Creio que seria a atitude mais sensata e não contrapor a sua indignação com a resistência em sair da sala, tumultando e atrasando as demais audiências. Minha opinião.

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