Quando vou ganhar dinheiro com Advocacia afinal? Por Eduardo Pedro Gonçalves

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goo.gl/JpahY3 | "Que legal! Sou advogado! Agora sim, vou enriquecer, ganhar dinheiro, trocar de carro, ir pra Paris! UAU!". Vem a realidade, 10 ou 12 meses depois: "Acho que vou esquecer esse negócio e abrir uma academia". Calma, calma. Nem 8, nem 80. O segredo, como dizia Buda, está no caminho do meio.

Primeiro verifique alguns itens: como está o marketing? (material, site, plano de divulgação, e principalmente, lista de objetivos). Como está o seu domínio de informática? (Vai precisar bastante, acredite). Como você está se colocando? (você é "genérico"? Ou especialista? Porque quando você se especializa em algo passam a te procurar).

O GRANDE PROBLEMA vem do seguinte: no dia a dia, no arroz com feijão da advocacia, aparecem muitos clientes, mas poucos dispostos a pagar inicialmente a você (consulta no máximo). O cliente típico está disposto a assumir o risco com você, advogado. O famoso "quota litis", ou percentual ao final do processo. Dai surgem aqueles contratos de 30%, 35%, 40% sobre o valor apurado ao fim do processo. Você leu direito e preste atenção: AO FIM DO PROCESSO! É aquele caso trabalhista, aquela reparação de danos morais, aquela cobrança de alugueis atrasados, etc.. Logo, embora o futuro pareça promissor, no momento você fica sem caixa e desanima. É normal e típico. Acho que todo advogado tem uma história dessas pra contar.

Onde está o dinheiro IMEDIATO? Até onde sei, a advocacia criminal é a única que permite aferição de honorários ANTES do término do processo. Afinal, ninguém quer ficar preso e pagam antecipadamente. Mas não é do aceite e gosto de toda advocacia. Dilemas pessoais e morais vem a tona.

Outro nicho é o de assessoria, que rende menos (bem menos) mas de maneira constante ao seu fluxo de caixa. Assessoria a empresas é um bom nicho. Recuperações judiciais estão em alta no momento.

Há outras oportunidades, mas você tem que cavá-las. O importante e a palavra chave desse texto é ESTRATÉGIA.

Você deverá montar uma estratégia. Nada sofisticado. Pegue ali uma caneta e um papel e comece a anotar a resposta a essas perguntas:

Em que área você atua que você gosta e se sente à vontade? Quais medidas está tomando para atingir esse público alvo? Quais tipos de ação podem te dar dinheiro AGORA? Quais a longo prazo? Quais os seus percentuais de contratos futuros? As pessoas te acham facilmente? (na internet, na rua, na fazenda ou numa casinha de sapé ;); Quais são as suas parcerias com outros advogados da sua região em áreas que você NÃO ATUA? E vice-versa? (olha o filão ai).

Enquanto essas perguntas não estiverem respondidas, você ainda não se conhece como advogado (a). E conhecer a si mesmo é o clichê mais antigo da humanidade.

Faça essas reflexões e redefina seu negócio ( ahh, você não sabia que era um negócio?) Lembre-se que, noves fora o Código de Ética, você é um prestador de serviço como qualquer outro. As pessoas precisam de um novo muro? Pedreiro. Precisam de uma conta corrente? Banco. Precisam de reparação de um dano? Advogado. Não se engane, elas te chamam de Doutor isso, Doutor aquilo, mas quando se trata de grana, elas vão te tratar como tratam com o pedreiro ou com o gerente do banco. Ou seja, vão pechinchar, vão querer parcelar, ou simplesmente vão embora.

Não trabalhe de graça, esperando gratidão em troca. Não vai acontecer. A menor consulta que for, merece ser cobrada. Procure entender como funcionam pagamentos via whatsApp como o Pag.ae do Pagseguro ou botões de pagamento para aceitar cartões, etc.. Podem ajudar muito no seu negócio se usar muito o virtual. Se for muita visita ao escritório: maquininha.

  Pense como um empresário. Faça seu negócio crescer e prosperar.

  Por hoje é só. Paciência e força, sempre!

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Eduardo Pedro Gonçalves
Advogado, professor e escritor.
Advogado, com MBA em Gestão pela FGV, fazendo Mestrado pela Universidade do Porto. Especializado em direitos do consumidor com ênfase em problemas relacionados a planos de saúde e devedores no SERASA. Um apaixonado pelo Direito, sonho com um mundo melhor. Contato: eduardo@advocaciaepg.com.br ou pelo telefone/Wzap: (11) 99775-2023. Site: www.advocaciaepg.com.br
Fonte: Jus Brasil

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