OAB diz a Sergio Moro ser contra gravação de conversas entre presos e advogados

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goo.gl/wSBvoq | O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, disse ao futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ser contra a ideia de instituir a gravação de conversas entre advogados e presos como uma política de Estado. Os dois se reuniram no início da tarde desta quarta-feira, 28, na sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília.

No Brasil, há decisões judiciais que permitem esse tipo de monitoramento em penitenciárias federais como a de Catanduvas, no Paraná. A equipe que Moro está montando na pasta é a favor de ampliar a prática e o uso de parlatórios no país, dentro do plano de combater as organizações criminosas que se instalam dentro do sistema carcerário. O recurso é questionado por advogados e, por envolver custos, não é simples de ser expandido nos presídios estaduais.

O escolhido de Sergio Moro para ser o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), delegado federal Fabiano Bordignon, já ocupou a direção de Catanduvas e, à época, fez uma representação pelo monitoramento das conversas ao futuro ministro, que era juiz corregedor do presídio. Moro aceitou o pedido. Decisões como esta, por atingirem a prerrogativa de advogados, têm validade temporal delimitada.

Na visão dos defensores, a conversa com os clientes é reservada e a preservação do sigilo é uma garantia para a sociedade. Segundo uma fonte presente à conversa, Sergio Moro disse a Lamachia que vai seguir os termos da lei.

Sobre o fato de haver decisões judiciais que garantem o monitoramento, o presidente da OAB disse à reportagem que, em casos excepcionais, isso pode ser admitido.

“Quando um juiz é provocado, e alguém justificadamente com provas requer autorização judicial para gravar conversa de advogado com cliente, e o poder judiciário tem capacidade, ele pode deferir. Como política de Estado não pode ser feito, jamais, porque a Constituição não autoriza isso, proíbe expressamente”, afirmou o presidente da OAB.

A interlocutores, Claudio Lamachia já defendeu que, se necessário, a instituição pode levar questionamentos ao Supremo sobre a prática, o que ainda não foi feito.

Por Estadão Conteúdo
Fonte: veja.abril.com.br

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