Projeto de estudantes de direito da UFPA simplifica a linguagem jurídica nas redes sociais

Um grupo de estudantes de direito da Universidade Federal do Pará (UFPA) está produzindo conteúdo digital diferente e acessível ao público em geral, que normalmente tem dificuldade em entender a linguagem jurídica. O trabalho surgiu em meio a pandemia, quando começou o trabalho à distância e eles tiveram a oportunidade de se concentrar na estruturação das redes sociais.

O grupo Estudos Constitucionais Compartilhados (ECCOM) existe desde novembro de 2019, quando começaram os encontros para discussão dos textos sobre Direito Constitucional. Das discussões surgiram os conteúdos com linguagem acessível para as redes sociais e site do grupo, que virou um projeto de extensão universitária.

“A Constituição é a norma que rege todas as relações políticas e sociais no Brasil. Portanto, conhecimento a respeito de sua interpretação é importantíssimo para que possamos desenvolver nossos direitos relativos a cidadania. Um projeto como ECCOM visa a difusão do conhecimento sobre esta norma importantíssima para a vida de todos os brasileiros. Seu conteúdo pretende problematizar algumas dessas questões, oferecer leitura um pouco mais acessível a respeito de debates constitucionais de interesse de todos, tais como a criminalização da homofobia, a liberdade de expressão nas redes sociais, entre outros”, afirma o coordenador Breno Baia.

Fazem parte do projeto alunos de graduação, do mestrado e profissionais da área. A ideia é de que a comunidade jurídica e a sociedade em geral possa ter acesso aos principais e atuais temas discutidos pelos tribunais superiores e estudiosos relacionados ao ramo do direito e demais áreas relacionadas.

“Para a divulgação do conhecimento, o projeto optou pela elaboração de diferentes quadros temáticos, como o "Leituras Compartilhadas", "ECCOM Indica" e "Jurisprudência Constitucional Comentada". No quadro "Jurisprudência Constitucional Comentada", nós escolhemos julgamentos do STF [Supremo Tribunal Federal] e, por meio do resumo dos votos, contextualizamos a decisão e apresentamos aos leitores de forma compreensível o que os ministros disseram e quais argumentos utilizaram ”, exemplifica Isabelle Nascimento, estudante de direito e bolsista do projeto.

Os integrantes do grupo destacam o interesse dos internautas nos conteúdos. "Em pouco mais de um ano, o perfil do projeto no Instagram ganhou 950 seguidores, além da honra de ter como participantes de alguns quadros professores renomado nacionalmente e internacionalmente, como o professor Antonio Maues (UFPA), a professora Vera Karam Chueiri (UFPR) e o professor Richard Albert (Universidade do Texas em Austin - EUA)", comemora Isabelle.

Mais informações estão nas redes sociais do ECCOM.

Fonte: G1 PA

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