Quem é Peixão, traficante evangélico que fecha terreiros e igrejas

Via @metropoles | Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, é um traficante ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP) que atua no Complexo de Israel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ele é conhecido por controlar o tráfico de drogas em áreas como Parada de Lucas e Cidade Alta, em Cordovil.

O traficante foi criado pela mãe, que é umbandista. No entanto, atualmente, se declara evangélico e tem promovido atos de intolerância religiosa nas regiões sob seu comando.

No último sábado (6/7), Peixão teria proibido o funcionamento de igrejas católicas em Brás de Pina e Parada de Lucas, impedindo a realização de missas, casamentos e batizados.





Antes disso, ele já havia proibido o funcionamento de terreiros de matrizes africanas na mesma região. As ações de Peixão foram denunciadas pela irmandade das igrejas católicas locais.

Peixão está foragido

Atualmente foragido, Peixão é alvo de pelo menos nove mandados de prisão por diversos crimes.

Em outubro de 2016, ele foi identificado como líder de uma quadrilha de tráfico de drogas desarticulada pela Operação Boi da Cara Preta, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro e pela 58ª DP (Posse).

A operação revelou a participação de policiais militares e civis que recebiam propina para não combater o tráfico e forneciam informações privilegiadas aos traficantes.

Peixão também é acusado de organizar ataques armados na Zona Norte, utilizando a Favela Kelson’s como base para tentar retomar a Cidade Alta.

Segundo informações da Polícia Civil, esses ataques eram parte de sua estratégia para consolidar o controle sobre territórios estratégicos para o tráfico de drogas.

Fechamento de igrejas católicas

Ao menos três igrejas católicas do Rio de Janeiro (RJ) suspenderam as atividades no último sábado (6/7) após uma ordem do chefão do tráfico do Complexo de Israel, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão.

Relatos de moradores dão conta de que bandidos armados foram até as paróquias comunicar a decisão do traficante. As informações são do jornal O Dia.

As paróquias Santa Edwiges, em Parada de Lucas, Nossa Senhora da Conceição e São Justino, e Santa Cecília, localizadas em Brás de Pina, publicaram comunicados em suas redes sociais sobre o cancelamentos de atividades.

A Paróquia Santa Cecília informou que todos os compromissos estariam temporariamente cancelados. Já a Santa Edwiges suspendeu uma festa julina que ocorreria neste fim de semana.

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Justino pontuou que as missas, reuniões e demais atividades ficarão suspensas “até segunda ordem”. Os motivo dos fechamentos não foram informados nas publicações.

Nota da Secretaria de Segurança do Rio

No início da tarde deste domingo (7/7), a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro enviou nota para o Metrópoles afirmando que as paróquias Santa Edwiges e Santa Cecília estavam abertas e que a ação dos traficantes seria boato.

No entanto, nesta segunda-feira (8/7), a Polícia Militar fez uma operação em comunidades que formam o Complexo de Israel dois dias após circular, nas redes sociais, publicações dando conta que Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, que controla o tráfico na região, ordenou o fechamento de igrejas católicas.

Confira a nota:

“A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro esclarece que as paróquias Santa Edwiges e Santa Cecília, em Brás de Pina, na Zona Norte da capital, estão abertas e com a segurança reforçada pela Polícia Militar.

É importante ressaltar que não houve intimidação ou qualquer tipo de comando de traficantes para fechar as igrejas e que essa informação surgiu de boatos em redes sociais.

As forças policiais do Estado vêm realizando operações na região para retirada de barricadas e para aumentar a segurança da população, rotineiramente, há pelo menos dois meses.

O blindado da Polícia Militar está baseado na localidade para evitar a retomada da instabilidade na região, garantindo o funcionamento das paróquias e a segurança dos moradores.”

Por Giovanna Estrela
Fonte: metropoles.com

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