Segundo denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Ale usou a verba do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para fazer uma festa para o filho, comprar calçados, perfumes e cosméticos.
Na prestação de contas, Ale disse que usou R$ 1.156 para “serviços de militância e mobilização de rua”. No entanto, a mulher que recebeu o pagamento afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que foi contratada para decorar a festa do filho.
A candidata tentou fazer com que a prestadora do serviço assinasse um contrato de cabo eleitoral, mas a decoradora se negou.
Outra conta, de R$ 770 foi gasta numa loja de cosméticos e perfumes e justificada à Justiça Eleitoral como artigos de papelaria. A candidata ainda disse que usou R$ 458,99 em camisetas da equipe de campanha em uma loja de tênis. Mas, a nota mostra que o gasto foi em tênis e chuteira.
Ale Marques fez apenas 108 votos nas eleições de 2024. Nas últimas eleições municipais, o vereador eleito menos votado fez mais de 22 mil votos.
Candidata contratou tia “por preço excessivo”
A decisão que desaprovou as contas de Ale também mostra que a candidata à vereadora usou R$ 19,6 mil para contratar a sua tia, Ivanir Marques. A contratação de parentes não é vedada pela legislação eleitoral. No entanto, a despesa foi considerada excessiva e corresponde a 19% do total da despesa de campanha da candidata.
Outras duas pessoas contratadas por Ale Marques receberam, cada um, cerca de 30% do custo da campanha. Luciana da Silva recebeu R$ 30 mil e um escritório de advocacia foi contratado por R$ 29,5 mil.
A Justiça eleitoral disse ainda que Ale Marques não comprovou R$ 10,4 mil do fundo de campanha.
Por Ramiro Brites
Fonte: metropoles.com
