A mulher, de 25 anos, morreu depois de cair do décimo andar de um prédio na Vila de Andrade, na Zona Sul de São Paulo.
Para o Ministério Público, a causa da morte foi um homicídio e não suicídio. O caso ainda não tem data para ser julgado.
Em nota ao g1, a defesa de Alex diz que vai "rechaçar toda a narrativa acusatória, visto que contraria os elementos periciais dos autos" e acrescentou que dará uma resposta à acusação até a próxima quarta-feira (18).
Em relação à prisão preventiva, o advogado Eugenio Malavasi informou que já entrou com um habeas corpus pedindo a sua substituição por medidas cautelares.
Alex e Maria teriam discutido em uma festa no dia da morte dela, segundo a denúncia. Quando já estavam no edifício em que moravam, câmeras de segurança capturaram imagens do empresário agredindo a esposa.
Maria tentou deixar o prédio, mas Alex a arrastou para dentro do apartamento, segurando-a pelo pescoço, de acordo com o relatório da polícia. Dois minutos depois, Alex se sentou no chão e colocou as mãos na cabeça ao lado do elevador. A polícia apontou que a morte de Maria ocorreu justamente nesse intervalo.
Alex admitiu ter agredido Maria em depoimento à polícia, mas negou tê-la matado.
O empresário disse que "perdeu a cabeça" e deu “uns tapas” na esposa. Depois da discussão, segundo ele, Maria Katiane foi à sacada e se jogou.
Uma testemunha que mora no prédio afirmou ter ouvido uma mulher gritar “não faz isso” e “socorro” alguns momentos antes da queda. A mesma pessoa disse também ter visto um homem ao lado do corpo dizendo: “Volta, amor, não vai embora”.
Na época da prisão, a defesa de Alex disse à Justiça que o acusado “manteve postura espontânea, colaborativa e transparente, relatando, detalhadamente, toda a dinâmica dos fatos”.
Os advogados também argumentaram que Maria estava embriagada e se jogou voluntariamente da sacada.
Por Rian Enrique*, g1 SP — São Paulo
Fonte: g1
