Durante a audiência, Eduardo confessa o assassinato a tiros de Tiago de Paula, de 32 anos, em Cedral (SP), em novembro de 2022. “Eu matei, não me arrependo. Quando eu sair para a rua, vou continuar matando”, declarou o réu no interrogatório.
Durante a audiência, o acusado também fez graves ameaças de morte aos jurados responsáveis pela condenação anterior, em fevereiro de 2025, quando recebeu a pena de 29 anos de prisão pelo assassinato de João Gonçalves Filho, de 39 anos. Relembre abaixo.
O g1 tenta contato com a advogada de defesa do acusado, Nayara Thibes.
Em seguida, Eduardo afirmou que cortaria a cabeça de três homens e quatro mulheres que estavam na sessão desta quinta-feira.
“Eu vou cortar a cabeça de um por um e vou mandar na casa deles no dia em que eu sair daqui. Eu vou cortar a cabeça da doutora Gláucia porque eu tenho autorização para isso [...]”, declarou Eduardo.
Diante da intimidação, a juíza interrompeu a sessão ao questionar os jurados do atual júri se tinham condições de permanecer ou se sentiam ameaçados. O primeiro jurado logo respondeu que não se sentia apto a continuar. Com isso, o julgamento foi anulado.
Não há data para o novo júri. Ele responde ao processo preso, no Centro de Detenção Provisória Guarulhos II.
Júri popular
Segundo a sentença de pronúncia, emitida em junho do ano passado, Eduardo foi denunciado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Na ocasião do crime, o acusado estava de folga da Polícia Militar, mas usou uma arma da corporação para assassinar Tiago, que estava sentado na calçada em frente da casa, com pelo menos sete tiros.
Condenação anterior
A investigação apontou que, em dezembro de 2022, Eduardo e Pierre Henrique de Souza mataram João Gonçalves Filho, de 39 anos, em Cedral, com um tiro na cabeça. O mandante do crime foi Eduardo, motivado por uma dívida de drogas.
Eduardo foi condenado no ano passado a 29 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.
Quatro meses depois do desaparecimento da vítima, a polícia encontrou a ossada de João em abril de 2023. Também em razão de uma dívida com o policial, Pierre foi convencido a participar do homicídio.
Eduardo já foi condenado por tráfico de drogas. Com a sentença, a Justiça determinou a perda do cargo de policial militar e, consequentemente, da função pública exercida por ele.
Por g1 Rio Preto e Araçatuba
Fonte: g1
