Ouvido pelo blog, o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), disse que a Polícia Civil solicitou as prisões e os mandados de busca e apreensão ainda durante o plantão.
O caso, porém, não foi considerado urgente naquele momento.
O processo foi distribuído primeiro para a Vara de Violência Doméstica e, depois, para a vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes.
O abuso ocorreu no dia 31 de janeiro, segundo o inquérito policial. E o decreto das prisões saiu só na última sexta-feira (27), cerca de 20 dias depois do pedido inicial da polícia.
Quando os mandados foram expedidos pela Justiça, os suspeitos já não estavam em casa.
Ângelo afirma que tentou antecipar o cumprimento das prisões para sábado (28), a fim de surpreendê-los, mas eles não foram localizados. A polícia não sabe quando os suspeitos deixaram as residências.
Segundo o delegado, como as defesas já tinham acesso ao processo, não houve efeito surpresa no cumprimento das ordens judiciais.
Dois dos suspeitos se entregaram nesta terça (3), e dois são procurados. Há ainda um adolescente envolvido, e o caso dele é analisado pela Vara da Infância e da Juventude.
Próximos passos da investigação
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| Portal dos Procurados divulgou cartaz dos quatro jovens denunciados pelo estupro coletivo — Foto: Divulgação/Disque Denúncia |
A apreensão dos celulares é considerada peça-chave no inquérito. Embora não haja confirmação de que o crime tenha sido filmado, Lajes afirma que é comum haver registros em vídeo em casos assim.
A polícia também acredita que houve intensa troca de mensagens entre os envolvidos antes e depois do episódio.
“Seria muito importante ter acesso a esses celulares. Seria uma prova ainda mais robusta para juntar à investigação”, diz.
O delegado afirma que os detalhes do caso sugerem uma emboscada promovida pelos cinco suspeitos contra a vítima e que a garota foi categórica em dizer que não teria qualquer tipo de contato com outras pessoas no apartamento.
“Embora tenha ido a esse apartamento, ela em momento algum — isso ficou claríssimo para nós — deixou transparecer que faria qualquer tipo de coisa com outra pessoa. Não houve dúvida. Ela foi muito clara ao afirmar que não teria qualquer tipo de contato com as outras pessoas. Isso é importante porque, sim, configura o crime de estupro, e há muita gente tentando desqualificar a própria vítima”, diz Lajes.
Por Andréia Sadi, Matheus Moreira
Fonte: g1

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