Diminuindo a pena de pouco mais de dois anos para um ano e 11 meses e 10 dias, a decisão colegiada em segunda instância negou recursos do influenciador sobre sua prisão após gravar aulas na UnB (Universidade de Brasília) e publicar em seu canal no YouTube, com comentários e legendas que difamam os professores que ministravam as aulas.
Consta no processo que, inicialmente, Wilker cumprirá a pena em regime aberto, além de arcar com 58 dias-multa.
A pena se dá após o TJDFT reconhecer que houve injúria e difamação por parte do influenciador contra o professor regente da aula que gravou.
Segundo o relator do processo, desembargador Cruz Macedo, Wilker ofendeu a honra do professor.
Em relatório referente à decisão, o desembargador afirma que a liberdade de expressão não autoriza a exposição da figura pública com conteúdo que pode degradar sua reputação e dignidade.
Isso porque os vídeos foram publicados sem autorização de imagem e som do professor, acompanhadas de expressões depreciativas e que, segundo Cruz Macedo, desloca a discussão da crítica para o da ofensa pessoal.
A CNN Brasil tentou contato com Wilker Leão, mas não obteve retorno até o momento.
Relembre o caso:
• Em 2025, a UnB confirmou que Wilker foi retirado da Universidade em questão, onde cursava história, após decisão e, processo disciplinar discente.
• Ele também ficou desautorizado de realizar novas matrículas na instituição.
• Leão ficou conhecido após gravar e publicar vídeos em que criticava e confrontava professores durante as aulas. Em suas redes sociais, ele acumula mais de 800 mil seguidores.
• O influenciador foi condenado por injúria e difamação contra um professor de História da África.
Por Lauryn Amaral, da CNN Brasil*, Thomaz Coelho, da CNN Brasil, em São Paulo
*Sob supervisão de AR.
Fonte: CNN
