Considerado um gênio dos concursos, Giulian está internado em um hospital estadual, depois de ser atacado pelo companheiro no Parque Rincão. Os golpes atingiram o tórax, pescoço e braço do procurador, segundo boletim médico divulgado pela Prefeitura de Cotia. O agressor, identificado como Gabriel Conceição Costa, de 19 anos, está foragido.
Órfão e gênio dos concursos
Giulian perdeu os pais ainda criança. Em 2002, a mãe do hoje procurador e ex-delegado morreu. Oito anos depois, em 2010, o pai dele também faleceu. Após as perdas, ele foi criado pela avó e a irmã mais velha.
Em 2011, quando Giulian tinha 15 anos, a avó também morreu. Dali em diante, o jovem “morou na escola e, depois, na faculdade”, como descreve em um vídeo publicado nas redes sociais sobre a trajetória de vida. Em 2017, a irmã morreu — um ano depois de o jovem ingressar na faculdade.
As causas das mortes dos quatro parentes não foram descritas pelo procurador no vídeo.
Em 2020, ele se formou em uma universidade federal. Na época, o recém-formando em Direito morava em um cortiço e era subsidiado, principalmente, pelo auxílio emergencial de R$ 350 concedido durante a pandemia de Covid-19.
Em agosto de 2022, a vida de Giulian começou a mudar: ele passou em 10° no concurso para delegado, em Minas Gerais, dentre 24 mil candidatos. Depois disso, ele continuou estudando e passou em outros três concursos para procurador, em diferentes municípios do país, até chegar à Prefeitura de São Paulo.
Entenda o caso
• O procurador do município de São Paulo, professor e ex-delegado Giulian Salvador de Lima Regis, de 30 anos, foi esfaqueado pelo companheiro Gabriel Conceição Costa, de 19, em Cotia, na região metropolitana da capital paulista.
• A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio e fraude processual. Além de atacar Giulian, o suspeito Gabriel pode ter tentado alterar a cena do crime para escapar do radar dos investigadores. A vítima foi hospitalizada, e o agressor está foragido
• O próprio pai do suspeito foi quem socorreu o genro procurador. Em depoimento à polícia, a testemunha chave disse que confrontou o filho ao ver o procurador enrolado em uma toalha e com marcas evidentes de sangramento.
• Ele disse que relataria qualquer problema à polícia e socorreu o procurador imediatamente. A motivação do crime é incerta. Os golpes contra o procurador atingiram o tórax, pescoço e braço do procurador.
• A Prefeitura de Cotia, região metropolitana de São Paulo, afirmou que a vítima foi transferida a um hospital estadual e segue hospitalizada.
Por Marcus Pontes
Fonte: metropoles.com
