Ruan Rocha da Silva, de 26 anos, foi preso em flagrante em janeiro deste ano. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), guardas municipais foram acionados e apuraram que Ruan havia invadido a UBS na rua Mem de Sá, bairro Casa Grande, e fugido com uma lavadora.
Ele foi encontrado com o objeto e confessou o crime. Na delegacia, as autoridades arbitraram uma fiança, mas o pagamento não foi efetuado e Ruan permaneceu à disposição da Justiça.
Na decisão, o juiz Lucas Rosa Monteiro entendeu que imagens provam que Ruan fugiu com o objeto da UBS. “No caso dos autos, a culpabilidade deve ser valorada negativamente, na medida em que o acusado praticou o delito contra a Administração Pública, ao furtar equipamento que servia uma Unidade Básica de Saúde do Município de Diadema, circunstância que indica maior reprovabilidade de sua conduta, por afetar toda a coletividade”, escreveu o magistrado.
Ladrão e vacilão
• Quando tinha 17 anos, Ruan teve a frase “Eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa.
• Os responsáveis foram Ronildo Moreira de Araújo, 29 anos, e seu vizinho Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27. A dupla foi presa em flagrante pelo crime de tortura contra o então adolescente.
• Eles contaram aos investigadores que o jovem tentou roubar uma bicicleta e que a “marca” foi feita porque eles ficaram revoltados com a situação.
• Uma ONG fez vaquinha para arrecadar recursos para que a tatuagem fosse removida. Ruan era dependente químico e morava com a mãe e o tio na época do crime.
• Ele ficou internado em uma clínica de reabilitação. “Eu vou ser um novo rapaz. Vou me tratar e sair limpo e forte”, disse o adolescente em um vídeo feito pela família na época.
• O jovem foi preso mais de uma vez. Dois dias após ter o alvará de soltura expedido pela Justiça, em 2024, Ruan foi acusado de furtar uma casa na zona oeste da capital paulista.
Por Leonardo Amaro
Fonte: metropoles.com
