Adam foi levado ao Egito pelo pai, Ahmed Tarek Mohamed Faiz Abedelkaleg, sem a permissão da mãe em 2022. Karin segue sem ver o filho desde então, mesmo tendo conquistado a guarda do menino no país africano, para onde precisou se mudar.
A decisão pela prisão foi proferida no dia 22 de abril, após Karin prestar uma queixa criminal pelo descumprimento da ordem judicial para recuperar a guarda de Adam - duas buscas não tiveram sucesso em recuperar o menino.
Ainda de acordo com a defesa que representa Karin no Egito, a decisão autoriza que a polícia egípcia prenda o pai e a avó caso eles sejam localizados. A condenação, no entanto, não é definitiva e, caso sejam detidos, eles podem apresentar uma oposição à decisão.
![]() |
| Adam foi levado ao Egito pelo pai sem a permissão da mãe, Karin Rachel Aranha Toledo, em 2022. — Foto: Arquivo pessoal |
➡ Nascida em Campinas, Karin morava em Valinhos (SP) com o filho e o então marido, Ahmed. Em setembro de 2022, ao voltar de uma viagem da Europa, a mulher não encontrou ninguém em casa.
O homem viajou para o Egito com o menino que, na época, tinha 4 anos, sem aviso e sem a autorização de Karin.
🔎 No Brasil, o caso chegou a ser investigado pela Polícia Federal e, em 2023, a Justiça Federal de Campinas (SP) determinou a prisão preventiva de Ahmed, mas ele nunca foi encontrado no país.
Karin abriu processo no Egito, para onde se mudou, e, em novembro de 2025, conquistou a guarda do filho em uma sentença do Tribunal de Apelações do Cairo.
Recompensa por informações
![]() |
| Mãe que viajou ao Egito para recuperar filho que não vê há 3 anos oferece recompensa por informações — Foto: Reprodução/Redes sociais |
Em março deste ano, Karin passou a oferecer uma recompensa de 10 mil libras egípcias por informações de seu filho. O valor é superior ao salário mínimo no Egito, de 7 mil libras egípcias, e vale cerca de R$ 1 mil.
A defesa da mãe também pediu à Justiça Federal de São Paulo a quebra de sigilo telefônico, telemático e de e-mails do pai da criança. O objetivo é permitir o rastreamento por telemetria do homem.
"Ninguém está aguentando mais tanta negligência. Dos dois lados, daqui e do Brasil também. Ninguém me dá posicionamento de nada. Tudo lento, cansativo, e absurdo, né? Estou esgotada", afirmou Karin.
A Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf), informou em nota que acompanha o caso de perto, com vistas a apoiar o retorno da criança ao Brasil.
"Porém, em razão de o Egito não ser parte da Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspectos Civis da Subtração Internacional de Crianças, todas as informações estão sendo buscadas junto ao Itamaraty", informou.
Por Bárbara Camilotti, g1 Campinas e região
Fonte: g1

/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/9/B/oG4py9SOigfWBok49pEQ/1.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/q/M/4fRzzaQUqE160cDFCCcw/design-sem-nome-5-.png)