Segundo os investigadores do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, os agressores conheciam as vítimas, de 7 e 10 anos, e usaram a proximidade que tinham com as crianças para levá-las até o imóvel onde o abuso aconteceu.
De acordo com a polícia, os suspeitos disseram que o grupo iria soltar pipa.
“Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha’”, afirmou a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.
O caso só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24 de abril, três dias após o crime, depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens do abuso circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia.
A Polícia Civil afirmou que em cinco dias foi possível identificar os envolvidos. Quatro suspeitos são adolescentes. Três já foram apreendidos e um segue foragido.
Um homem de 21 anos, investigado por participação no crime, foi preso na cidade de Brejões, na Bahia, e deve ser transferido para São Paulo nesta segunda-feira (4).
Os cinco suspeitos serão indiciados por estupro de vulnerável, divulgação de imagem de menor de idade e corrupção de menores.
Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, a família das vítimas vinha sendo pressionada a não procurar a polícia.
“As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa”, disse.
A delegada afirmou ainda que a irmã que fez a denúncia não morava mais com a mãe das vítimas.
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| Alessandro Martins dos Santos é investigado pela participação em um estupro coletivo de duas crianças.— Foto: Montagem/g1/Reprodução/GCM de Brejões |
Polícia diz que suspeitos atraíram crianças com convite para empinar pipa antes de estupro coletivo em SP.
Crime veio à tona depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens nas redes sociais e procurou a delegacia. Cinco suspeitos já foram identificados; um adolescente segue foragido.
A delegada afirmou ainda que a irmã que fez a denúncia não morava mais com a mãe das vítimas e identificou o irmão ao ver o vídeo nas redes sociais.
“Ela não tinha detalhes e não sabia o local. A família saiu com medo da comunidade. Teve gente que saiu com a roupa do corpo. Então, foi uma dificuldade encontrar essas vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e as crianças submetidas a exames”, afirmou.
Segundo a investigação, o homem preso na Bahia teria iniciado as gravações do crime. De acordo com a polícia, ele filmou a cena no próprio celular e depois repassou o vídeo a amigos por WhatsApp. As imagens, em seguida, passaram a circular nas redes sociais.
Agora, a Polícia Civil quer identificar quem divulgou o material na internet.
“No primeiro momento a gente tinha a prioridade de identificar os agressores. No segundo momento vamos atrás para saber quem divulgou essas imagens”, disse o delegado Júlio Geraldo, titular do 63º DP.
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| Os delegados Júlio Geraldo e Janaína da Silva Dziadowczyk, do 63° DP, junto com o secretário de Segurança Pública, Oswaldo Nico Gonçalves. — Foto: Reprodução/TV Globo |
A polícia também investiga o teor das ameaças feitas à família das vítimas e as circunstâncias que levaram parentes a deixarem a comunidade.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que as crianças e os familiares foram acolhidos em equipamentos da Prefeitura de São Paulo e recebem acompanhamento psicológico. O local onde estão foi mantido em sigilo para proteção das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Por Redação g1 SP — São Paulo
Fonte: g1

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