A ação ocorreu a partir do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente (SP). A Justiça também recusou o pedido de transferência feito pela defesa de Deolane.
O MP reforçou que o pedido de prisão domiciliar não é oferecido nos casos de organização criminosa que opera mediante violência.
O promotor Lincoln Gakiya, que atua em Presidente Prudente, é um dos membros do grupo do Ministério Público. Gakiya é um dos principais investigadores da atuação do PCC no Brasil e é considerado referência internacional no assunto.
O documento foi registrado por Gakiya e mais seis promotores, sendo cinco de São Paulo e dois de Presidente Prudente, nesta quarta-feira (10). Segundo o arquivo, familiares ou pessoas de confiança recebiam ordens dos líderes do PCC para distribuição da renda ilícita obtida com a empresa de transportes.
Estes valores eram depositados em favor de Deolane, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sendo os dois últimos sobrinhos de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola.
Ainda conforme o documento, os relatórios de inteligência financeira, as quebras de sigilo fiscal e bancário confirmam a ocultação/dissimulação das quantias ilícitas e a reinserção na economia formal, dando aparência de licitude.
Diante da situação, o Ministério Público Estadual denunciou à Justiça:
• Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
• Deolane Bezerra Santos;
• Everton de Souza;
• Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
• Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola;
• Paloma Sanches Herbas Camacho.
O núcleo de Presidente Prudente do Ministério Público também apontou que, no caso de Deolane, que está presa em Tupi Paulista, tem condições adequadas para permanecer na unidade.
Além disso, o fato de a influenciadora ter uma filha menor de 12 anos não é considerado critério que deva ser avaliado dissociado dos demais elementos para a concessão da prisão domiciliar.
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| Ministério Público denuncia Deolane Bezerra à Justiça — Foto: Reprodução/Redes sociais |
Pedido de transferência
O pedido de defesa da influenciadora era que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.
🔍 Prevista no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sala de Estado-Maior é uma acomodação especial para advogados presos antes de condenação definitiva, separada das celas comuns e com condições consideradas adequadas de custódia.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (9) pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no âmbito da Operação Vérnix.
A defesa de Deolane, que é advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), afirmou que ela está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista e alegou que o local de custódia não possui características compatíveis com Sala de Estado-Maior.
Segundo os advogados, uma inspeção realizada pela OAB-SP apontou irregularidades como ausência de ventilação adequada, calor excessivo, alimentos impróprios para consumo, vaso sanitário junto ao local destinado à alimentação, impossibilidade de portar itens de higiene pessoal, perturbação sonora constante e restrições ao contato direto com advogados.
Por Beatriz Jarins, g1 Presidente Prudente e Região
Fonte: g1

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