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Perfis que atacavam jovem m0rt4 em rope jump saem do ar após denúncias

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Via @metropoles | O perfil conhecido como “Festa no IML” e outras contas da rede social X que promoviam ataques de ódio e a violação da memória de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, saíram do ar nesta terça-feira (16/6). A desativação dos perfis acontece após denúncias formais das deputadas federais Erika Hilton (PSol-SP) e Tábata Amaral (PSB-SP).

As parlamentares acionaram a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para exigir investigações criminais contra os responsáveis pelas publicações. Os usuários incentivavam o vilipêndio e crimes contra o corpo da jovem, que morreu após sofrer um acidente de rope jump no interior de São Paulo, no último domingo (14/6). Nas redes, criminosos chegaram a fazer piadas de cunho sexual com a tragédia.

Ainda não se saiba se as contas foram derrubadas pela própria plataforma ou desativadas pelos donos por receio de punição.






“Nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz”
, escreveu Tábata Amaral nas redes sociais. “Em vez de verem uma mulher que perdeu a vida tragicamente, criminosos reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade”, lamentou.


Acidente com rope jump

• Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu no dia 14 de junho após cair de uma altura de cerca de 30 metros durante prática conhecida como rope jump.

• Vídeos compartilhados nas redes sociais flagraram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, jogando-a da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

• Praticantes da modalidade percebem que a jovem estava sem cordas. A queda assusta os presentes.

• Um amigo da jovem ficou em choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser hospitalizado.

• Três instrutores que aparecem nos vídeos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morte, mesmo sem intenção de matar.

• A Justiça decidiu que os três permaneçam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva;

• Em depoimento, os instrutores afirmam que se revezavam nas atividades e que não lembram quem teria ficado responsável por fiscalizar o equipamento de Maria Eduarda.

“É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada”, declarou Érika Hilton. “Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a Polícia Federal (PF).”

A atitude das parlamentares foi recebida com alívio por internautas. “Minha mãe trabalha no IML e ela luta MUITO para formar profissionais capacitados e humanizados. A quantidade de gente com essa mentalidade que aparece nos cursos que ela ministra é enorme. Essas pessoas são NOJENTAS”, comentou uma.

Por Adriana Arcoverde
Fonte: metropoles.com

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