As parlamentares acionaram a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) para exigir investigações criminais contra os responsáveis pelas publicações. Os usuários incentivavam o vilipêndio e crimes contra o corpo da jovem, que morreu após sofrer um acidente de rope jump no interior de São Paulo, no último domingo (14/6). Nas redes, criminosos chegaram a fazer piadas de cunho sexual com a tragédia.
Ainda não se saiba se as contas foram derrubadas pela própria plataforma ou desativadas pelos donos por receio de punição.
“Nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz”, escreveu Tábata Amaral nas redes sociais. “Em vez de verem uma mulher que perdeu a vida tragicamente, criminosos reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade”, lamentou.
Acidente com rope jump
• Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu no dia 14 de junho após cair de uma altura de cerca de 30 metros durante prática conhecida como rope jump.
• Vídeos compartilhados nas redes sociais flagraram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, jogando-a da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
• Praticantes da modalidade percebem que a jovem estava sem cordas. A queda assusta os presentes.
• Um amigo da jovem ficou em choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser hospitalizado.
• Três instrutores que aparecem nos vídeos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morte, mesmo sem intenção de matar.
• A Justiça decidiu que os três permaneçam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva;
• Em depoimento, os instrutores afirmam que se revezavam nas atividades e que não lembram quem teria ficado responsável por fiscalizar o equipamento de Maria Eduarda.
“É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada”, declarou Érika Hilton. “Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a Polícia Federal (PF).”
A atitude das parlamentares foi recebida com alívio por internautas. “Minha mãe trabalha no IML e ela luta MUITO para formar profissionais capacitados e humanizados. A quantidade de gente com essa mentalidade que aparece nos cursos que ela ministra é enorme. Essas pessoas são NOJENTAS”, comentou uma.
Por Adriana Arcoverde
Fonte: metropoles.com






