Desembargador do TRT-MG veta suporte operacional de servidores a advogados: “Advogado tem que saber caminhar”

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[ Assista AQUI ] Via @jurinewsbr | O desembargador Fernando Luiz Gonçalves Rios Neto, do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), declarou ter proibido os servidores de seu gabinete de prestarem orientações operacionais a advogados. A manifestação ocorreu durante uma sessão do Tribunal Pleno e Órgão Especial da corte trabalhista, momento em que o magistrado criticou abertamente a postura dos profissionais do Direito que buscam informações rotineiras por meio de ligações telefônicas diretas.

Durante sua fala aos pares, o desembargador expressou espanto com a frequência e a natureza dos contatos realizados pela classe advocatícia. O magistrado relatou que a busca constante por auxílio em procedimentos processuais básicos motivou a restrição rigorosa no atendimento prestado por sua equipe. "Eu fiquei bobo em como esses advogados agora ficam ligando para o gabinete para saber isso, saber aquilo, como se faz, pedir instruções. Eu tive que proibir os meus servidores de ficarem dando informações, porque advogado tem que saber caminhar, ué", afirmou Rios Neto.

Além das dúvidas processuais primárias, o magistrado destacou que as ligações também têm como objetivo mapear tendências de julgamento. Segundo ele, quando atua como relator dos casos, é comum receber questionamentos para descobrir de forma antecipada quais integrantes da turma julgadora o acompanharão em seu voto.

A orientação interna repassada pelo desembargador foi a de barrar tais solicitações imediatamente e redirecionar as cobranças para os setores administrativos adequados. O magistrado exemplificou a forma taxativa como tem lidado com os profissionais que adotam essa prática de contato. "Eu falei: 'Isso é na secretaria da turma, não é comigo, não'", relatou.

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Fonte: @jurinewsbr

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