O reclamante iniciou sua manifestação relatando a decisão de assumir a própria defesa no tribunal. "Tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem de vir até aqui mesmo com todo mundo dizendo: 'Olha, não adianta, você não vai saber falar'", declarou perante a Turma.
Ao contestar o recurso da ex-empregadora, Takahara detalhou a dinâmica da obra no "condomínio Piaza", um edifício de 15 pavimentos, para afastar o enquadramento de prestação de serviço autônomo. "Onde que alguém já viu um pedreiro subindo num balancinho acessando as partes mais altas de um prédio autônomo sozinho? Como é que você abastece o balancinho? Como é que você desce do balancinho?", questionou o trabalhador, citando a subordinação contínua a encarregados e a submissão a treinamentos de segurança para uso de cordas e trava-quedas.
A exposição estruturada dos fatos levou o relator a fazer um registro oficial parabenizando o reclamante. "Nesse tempo em que se aplicou ao estudo para vir fazer sustentação, com certeza já pensou em mudar de profissão. Quem sabe não pode ser uma?", pontuou o juiz convocado Sandro Nahmias Melo. Na sequência, o magistrado comparou o desempenho do pedreiro ao de advogados constituídos: "A lógica de argumentos acabou sendo melhor do que muitas sustentações que essa turma tem ouvido de doutos patronos".
Fonte: @jurinews
