O que aconteceu
• O episódio aconteceu durante audiência de rotina no prédio do governo do Condado de Bexar. Segundo a advogada Mariah Medina, a juíza pediu que ela se aproximasse da bancada para observar suas roupas de perto. A abordagem foi feita diante de outros advogados e réus presentes no local.
"Esta é a roupa que eu estava usando hoje quando um juiz disse que eu estava vestida de forma inadequada para o tribunal. É um vestido que eu usei incontáveis vezes na televisão e um vestido que eu usei em outros tribunais sem problema" — Mariah Medina, em sua conta no X
• Segundo a advogada, a magistrada riu do seu visual e perguntou de forma irônica se ela realmente acreditava que aquele vestido era adequado. Em seguida, a juíza questionou se ela não tinha um casaco ou blazer guardado no carro para cobrir os ombros.
"Ela me fez ir até a bancada para poder ver minha roupa... na frente de réus e outros advogados. Ela riu e perguntou se eu realmente acreditava que meu vestido era apropriado para um julgamento no júri... depois perguntou se eu tinha um blazer no meu carro".
• Para Mariah, a postura da magistrada foi totalmente desnecessária, pouco profissional e maldosa. Ela ressaltou que sua audiência no dia nem sequer envolvia um júri popular e que a juíza sabia com antecedência da natureza simples daquele procedimento.
"Meu caso não iria a julgamento. Era um calendário de anúncio de julgamento. Não havia um júri no salão. Foi uma aparição de dois minutos perante o tribunal para dizer pronto/não pronto".
• O vestido questionado pela magistrada era um modelo cinza da marca J.Crew, de comprimento até os joelhos e sem mangas. Segundo a advogada, tratava-se de um traje profissional perfeitamente alinhado e discreto, sem decotes profundos ou fendas exageradas.
• As regras do Tribunal Criminal do Condado de Bexar exigem que advogados e autoridades usem trajes de trabalho, permitindo o estilo esporte fino se autorizado pelo juiz, segundo o New York Post. A advogada defende que cumpriu as normas informadas na porta do tribunal e que seu vestido não violou nenhuma lista de proibições.
"Além de ela ter o código de vestimenta afixado nas portas do tribunal (e meu vestido não violava essas regras), foi uma atitude totalmente maldosa e antiprofissional abordar o assunto da maneira como ela fez. Meu caso nem sequer iria a julgamento hoje, e ela, como juíza, sabia disso".
"Ela tem uma lista de coisas que proíbe no tribunal em relação à vestimenta, mas isso não está nessa lista. Eu cresci em uma igreja conservadora e fiquei verdadeiramente confusa. É de comprimento apropriado, não expõe decote... é um vestido da J Crew, pelo amor de Deus, não um traje de balada".
• Antes de atuar no direito, Mariah trabalhou como repórter de televisão em San Antonio. Ela disse já ter usado o vestido em transmissões ao vivo e inclusive ter se apresentado usando essa peça em outros tribunais sem ter recebido qualquer advertência.
This is what I was wearing today when a judge said that I was inappropriately dressed for court.
— Mariah Medina (@MMedinanews) September 21, 2026
It’s a dress I’ve worn on air countless times and a dress that I have worn to other courts without issue.
I was confused, so I explained that it’s a shift dress… pic.twitter.com/PUIeyOKGFS
