“Não existe venda de sentença sem um advogado comprando. Não existe corrupção passiva sem corrupção ativa”, completou o ministro.
Na nota, divulgada nesta quarta-feira (16/9), a OAB afirmou que nenhuma generalização “é justa ou correta”.
“A afirmação, feita por um ministro do STF durante julgamento acompanhado por todo o país, lança sobre a advocacia uma suspeita genérica e indevida. Eventuais desvios de conduta devem ser apurados e punidos individualmente, sem atingir toda uma categoria profissional indispensável à administração da Justiça”, completou a OAB.
A Ordem defendeu que a advocacia brasileira “não pode ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais”. “Os graves problemas éticos que atingem o sistema de Justiça exigem apuração rigorosa e responsabilização de quem efetivamente tenha cometido ilícitos, seja qual for a função ou posição ocupada”, disse.
Ao final da nota, a OAB afirmou que “não aceita a criminalização da advocacia. A entidade exige respeito às advogadas e aos advogados brasileiros, que diariamente exercem sua profissão em defesa da liberdade, da Justiça e do Estado Democrático de Direito”.
Por Samara Schwingel
Fonte: metropoles.com
