O parlamentar mineiro criticou decisões do ministro relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e citou casos de mulheres que, segundo ele, foram prejudicadas pelas medidas impostas.
“O que o Alexandre de Moraes fez é imperdoável, é imperdoável. E não adianta agora se pintar de ouro, acenar para ninguém. Não tem aceno para você, Alexandre de Moraes, e pode ter certeza que se acha que esse julgamento aqui agora é ruim, espera do juízo final”, declarou.
Nikolas voltou a defender punição ao ministro e disse que ele tentará se aproximar do bolsonarismo para evitar responsabilização. “Daqui a pouco o Moraes vai estar vestido de Deus, pátria, família e liberdade, com a camisa verde e amarela, uma faixa 100% de Jesus, com a Bíblia na mão, para tentar fugir da punição que é devida a ele. Ô, Alexandre de Moraes, sem anistia, sem anistia”, afirmou.
Citou ainda a morte do preso pelos atos de 8 de janeiro Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, e o impacto das prisões sobre familiares. Para ele, o caminho é o impeachment e a prisão do ministro Moraes.
“O que você fez com o Clezão, o que você fez com outros também que morreram durante esse processo, o que você fez com pais, com mães, com familiares que ficaram distantes das suas famílias durante todo esse tempo, é algo que você tem que pagar. Para mim o caminho é simples, é impeachment e cadeia”, disse.
O parlamentar acusou Moraes de se colocar acima da Constituição e de cometer crimes contra direitos humanos. Também relembrou cenas do dia seguinte aos atos de 8 de janeiro e criticou as penas aplicadas.
“Quero recordar cenas absurdas pós dia 8, que colocaram um monte de gente dentro de uma quadra, literalmente um campo de concentração, tinha até cachorro, tinha criança, pessoas que não sabiam para onde iriam. Mais de 1.000 pessoas presas, a maioria sem nunca ter tido um crime nas costas, pessoas tomando penas que nenhum estuprador, nenhum líder de facção criminosa toma nesse país”, afirmou.
Segundo ele, enquanto líderes criminosos tiveram benefícios como saidinha, famílias de presos do 8 de janeiro “foram destruídas”.
O deputado citou ainda o caso de Rondônia, onde diz haver 400 presos por determinação de Moraes, e o de uma mulher com seis filhos e o salário bloqueado. “O dia 8 de janeiro foi um dia triste para o nosso país, um dia que não se deve repetir. Aquelas pessoas que depredaram, a pena máxima para depredação de patrimônio público no nosso país é de 3 anos, elas já ficaram acima de 3 anos”, disse.
Por Álvaro Luiz, Carinne Souza, Igor Gadelha
Fonte: metropoles.com
