Entre os casos há corpos encontrados dentro de sacos, enrolados em cobertores, esquartejados, decapitados, baleados ou queimados. Todos são investigados como homicídio.
Parte das vítimas tinham passagens criminais anteriores, o que reforça a hipótese da polícia de que tenham sido executadas por outros criminosos.
Até o momento, nenhum suspeito pelos crimes foi identificado ou preso.
Ao menos 9 casos
A equipe de reportagem apurou que o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga quatro casos na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e um na Zona Oeste da capital. Não houve ocorrência desse tipo no Centro.
• Entre os casos há o de um corpo encontrado totalmente ensacado e amarrado no dia 5 de setembro, no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo.
• Outro caso é de um corpo achado esquartejado em 19 de setembro, num barranco no Jaçanã, Zona Norte da capital.
• Em 27 de setembro, uma cabeça foi achada no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo.
Oito das nove vítimas já foram identificadas. Ao todo, são sete homens e uma mulher.
A polícia apura, entre outras possibilidades, vinganças, justiçamentos, desavenças e se teve envolvimento de integrantes de facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Secretário descarta 'serial killer'
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| Corpo é encontrado no dia 5 de setembro completamente ensacado e amarrado em rua do Jabaquara, Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/Redes sociais |
Apesar de algumas semelhanças na forma como os cadáveres foram abandonados, a reportagem apurou com policiais que, até agora, nada indica que as vítimas se conhecessem ou que os assassinatos tenham sido cometidos pelos mesmos autores.
Nas redes sociais, há pessoas levantando a hipótese de que as mortes possam ser obra de um "serial killer". O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, descartou, porém, essa possibilidade.
"Está sendo investigado mas não parece ser a mesma autoria. Cada caso é uma história. São mortes diferentes em locais diferentes", disse nesta quarta (7) ao g1 o secretário da SSP, Osvaldo Nico Gonçalves.
O ponto de aproximação entre algumas ocorrências é a maneira como os corpos foram encontrados, dentro de sacos plásticos ou envolvidos em lençóis, cobertores e outros tecidos. Mas os métodos usados para matar as vítimas variam.
O que diz a SSP
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que
"O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil investiga de forma individualizada os casos registrados em diferentes regiões da capital. Até o momento, as apurações não apontam elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria."
Segundo a pasta da Segurança, as equipes do DHPP já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que as vítimas foram identificadas.
"Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento, além de outras circunstâncias específicas de cada crime", informa outro trecho do comunicado da SSP.
"Os casos apresentam dinâmicas, locais e métodos distintos. O uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos", continua a nota da Segurança.
Todos os casos têm inquéritos policiais instaurados e continuam sob investigação.
Por Kleber Tomaz, William Santos, Leonardo Pinheiro, g1 SP e TV Globo — São Paulo
Fonte: g1

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