Prova discursiva concurso público: quando entrar com recurso administrativo?

Via @agnaldobastosconcursos | A jornada pela aprovação em concurso público é rigorosa. Assim, pensando em minimizar possíveis erros, vou falar hoje com você sobre o que te reprova na prova discursiva do concurso público.

Afinal, cada etapa do concurso é classificatória, porém também pode ser eliminatória. E, certamente, a reprovação não está nos seus planos. Enfim, o concurso público pode te garantir o cargo público dos sonhos.

Dessa forma, é importante estar preparado para a prova objetiva e, principalmente, para a prova discursiva. Por vezes, o resultado da prova discursiva é determinante na sua aprovação.

Todavia, a prova discursiva pode ser aplicada de várias formas, dependendo do cargo almejado e do edital. Podendo ser através de redação ou questões discursivas, que serão cobradas pela banca examinadora.

Então, veja a seguir as principais situações que podem influenciar na sua nota. Portanto, que requerem atenção especial para não te reprovarem.

Avaliação da prova discursiva do concurso público

Cada concurso público possui uma forma de aplicação e avaliação. As questões discursivas podem ser apresentadas como questão aberta, estudo de caso ou peça prático-profissional.

Assim, a prova discursiva é elaborada para testar o seu uso da língua portuguesa, a sua gramática e o seu domínio sobre o assunto. Portanto, seja através de questões ou redação, muitos temem tal avaliação.

Afinal, é o momento de você mostrar seu conhecimento sobre a área. Além disso, de mostrar que seu português também está em dia.

Geralmente, a maneira mais comum de prova discursiva é a redação. Por outro lado, a questão aberta, estudo de caso ou peça prático-profissional são mais destinadas ao nível superior.

Em seguida, sua prova será avaliada por uma banca examinadora. As bancas examinadoras são responsáveis pela elaboração, divulgação e organização dos concursos públicos. Por fim, responsáveis por cobrar e avaliar.

Normalmente, a banca é formada por professores permanentes ou contratados especificamente para elaboração das questões das provas. Portanto, é a banca quem propõe as avaliações da prova.

Dessa forma, o objetivo da banca na prova discursiva é avaliar os seus conhecimentos. Logo, avaliando suas capacidades, expressões, gramática, cultura e ponto de vista fundamentado.

Portanto, também é a banca quem te reprova na prova discursiva do concurso público. Na verdade, as provas discursivas são corrigidas por mais de um examinador. Assim, a nota final é a média entre todas as notas concedidas pelos examinadores.

Contudo, é fundamental que você esteja atento a todos os critérios previstos no edital. Assim como, atento às propostas e temas disponibilizados pela banca. Então, evitando os erros descritos a seguir.

O que reprova na prova discursiva do concurso público?

Há situações pontuais que podem diminuir de modo significativo a sua nota nas provas discursivas. Portanto, ter consciência de quais são os erros graves pode evitar que você se torne vítima deles.

Assim, o primeiro fator que te reprova na prova discursiva do concurso público é a língua portuguesa. Dessa forma, se dedique a estudar e treinar incansavelmente a colocação do seu português.  

Então, fique atento a concordância, pontuação, gramática, gênero textual, margens e organização das ideias. É essencial deixar o seu texto objetivo, claro e legível.

Além disso, capriche na caligrafia, para não dificultar a leitura. Então, facilitando o entendimento e garantindo um texto compreensível. Não capriche somente na caligrafia, mas também na colocação das suas ideias.

O segundo fator que pode te reprovar na prova discursiva é o tema abordado. Ou seja, você precisa abordar de forma correta e completa o assunto em questão.

Portanto, você precisa ter domínio e conhecimento sobre o tema solicitado pela banca examinadora. Desse modo, desenvolvendo seu texto criteriosamente conforme o tema e com as atualidades.

Assim, se for redação, a banca avaliará a sua fidelidade e conhecimento sobre a proposta. Por outro lado, nas questões discursivas, a banca avaliará se você respondeu clara e corretamente o que foi perguntado.

Dessa forma, nas diversas situações, é necessário dominar os assuntos relacionados ao cargo específico. No entanto, também precisa desenvolver com habilidade a língua portuguesa.

Afinal, esses dois fatores são capazes de te reprovar na prova discursiva do concurso público. Então, não fuja do tema e elabore a resposta ou texto com coerência e capricho.

Sempre os assuntos abordados nas questões possuem ligação direta com o cargo pretendido. Assim, a intenção da banca será avaliar o seu conhecimento direcionado a área.

Lembre-se que a prova discursiva no concurso público é diferente da exigida no Enem. Portanto, é necessário estar mais preparado. Assim, evitando erros mesmo que alguns sejam passíveis de recurso.

Quando entrar com recurso administrativo?

Alguns erros apontados no concurso público durante a avaliação da prova podem ser passíveis de recursos. Portanto, evitando uma possível reprovação injusta.

O recurso administrativo é uma maneira de contestar o edital do concurso público, a correção da prova, a elaboração ou resposta de alguma questão.

Portanto, quando notar alguma incoerência ou erro cometido pela banca examinadora, você tem o direito de entrar com recurso. Dessa forma, tentando anular ou modificar o fato.

Contudo, não são todas as situações que cabem aplicação de recurso. Assim, como não são todos os recursos que são favoráveis a você. Porém, tenha entendimento sobre possíveis situações.

Por exemplo, quando a banca usa critérios subjetivos para tirar pontos. Ou seja, quando a banca não deixa claro o motivo pelo qual você não alcançou a nota completa.

Afinal, é importante a banca expressar o porquê você perdeu tais pontos. Geralmente, o concurseiro não consegue identificar expressamente o erro. Ou o erro não existe.

Outra situação que cabe recurso, é quando o avaliador excede os limites do edital. Assim, não utilizando os métodos corretos de correção. Além disso, cobrando matérias não previstas.

Enfim, você pode se sentir prejudicado pela avaliação ou notar alguma injustiça ou ilegalidade. Primordialmente, busque orientação de alguém capacitado, como um professor, para se certificar do erro da banca.

Em seguida, se for constatada a injustiça, entre com recurso administrativo direcionado à banca. Assim, ela será responsável por analisar o pedido de revisão. Então, pode aceitar o recurso e aumentar sua nota.

No entanto, mesmo diante da correção inadequada, a banca pode não se manifestar favorável. Assim, caberá ação judicial para sanar a irregularidade. 

Afinal, a injustiça também reprova na prova discursiva do concurso público. Esteja atento, busque auxílio e não desista nos primeiros obstáculos.

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Agnaldo Bastos, advogado especialista em ajudar candidatos de concursos públicos que sofrem injustiças e, também, servidores públicos perante atos ilegais praticados pela Administração Pública, atuando em Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e em Ações de Ato de Improbidade Administrativa.

Fonte: concursos.adv.br

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