Segundo o jornal El País, os indicados -- Fernando Barros Tocornal, que assumirá o Ministério da Defesa, e Fernando Rabat, nomeado para comandar a pasta da Justiça e Direitos Humanos -- defenderam o ditador durante sua prisão em Londres, de outubro de 1998 a março de 2000.
As escolhas provocaram forte reação de organizações de familiares de detidos desaparecidos e de executados políticos da ditadura militar chilena. Liderado por Pinochet, o período, de 1973 a 1990, deixou mais de 3.200 mortos ou desaparecidos e torturou ou prendeu dezenas de milhares de pessoas.
Promessas de Kast para o Chile
A plataforma de campanha de Kast inclui, na área econômica, regras trabalhistas mais flexíveis, corte de impostos para empresas e menor regulação.
O presidente eleito também prometeu endurecer o combate ao crime – historicamente um dos países mais seguros da América Latina, o Chile vive um aumento recente na criminalidade, incluindo sequestros e assassinatos.
Durante a campanha, Kast visitou e prometeu seguir o modelo das prisões construídas pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador.
Além disso, Kast propôs deter e expulsar cerca de 340 mil imigrantes sem documentos, criando uma polícia semelhante ao Serviço de Imigração e Controle Alfandegário (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Kast disse que os imigrantes ilegais teriam 92 dias – prazo até a sua posse – para deixar o país voluntariamente.
"Após esses 92 dias, qualquer um que solicite qualquer serviço público – saúde, educação, transporte, envio de dinheiro para o exterior, contrato, ou para vender qualquer coisa – vai ser registrado e convidado a sair", afirmou.
Por Redação g1
Fonte: g1
