Morador da cidade de Brasileira, Hélio viajava todos os dias para Piripiri para assistir às aulas presenciais. Além dos botijões, vendeu adubo para plantas e outros itens para conseguir arcar com os custos da mensalidade do curso.
Ao g1, Hélio contou que abriu o negócio no início da graduação. Ele acordava cedo para atender clientes e fazer entregas, de segunda a sexta, com ajuda de um tio. O dinheiro cobria metade da mensalidade e outras despesas.
“Não foi fácil trabalhar e estudar. Muito trabalho, acordando muito cedo para fazer as atividades da minha empresa e atender todos os clientes. Minha faculdade era presencial de segunda a sexta e eu todo dia ia pegar o ônibus e voltava da aula caminhando. Sempre acreditei nos meus estudos e que eu era capaz", disse.
Nos fins de semana, viajava para outras cidades em busca de reciclagem e outros produtos.
"Foi com o gás que eu consegui sustentar, foi a chave principal. Com o dinheiro do gás, criei as outras empresas e ia comprando as outras coisas. No final de semana ia para os interiores fazer as carradas de ferro velho e comprar reciclagem", relatou Hélio.
Segundo Hélio, conciliar trabalho e estudos foi difícil, mas ele transformou o cansaço em “gás” para continuar.
"Como a luta do dia a dia é muito grande, eu botei na minha cabeça que não faltaria nenhuma aula e que aprenderia tudo. Eu trabalhava de manhã exposto ao sol e quando ia estudar à tarde, não absorvia, mas deu certo", completou.
O jovem disse que pretende manter o negócio e comprar um carro para facilitar o transporte dos botijões.
Por Gabriely Corrêa*, Sthefany Prado, g1 PI
Fonte: g1
