Malafaia foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusado de calúnia e injúria contra o líder militar após um discurso durante manifestação em São Paulo, em junho do ano passado.
Na ocasião, ele chamou a cúpula do Exército de bando de "frouxos", "covardes" e "omissos".
Moraes abriu, em 20 de dezembro, o prazo de 15 dias para manifestação da defesa, no processo que estava em sigilo na Corte. Depois desta etapa, o STF deve decidir se acolhe ou não a denúncia contra Malafaia.
Na ocasião, apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram na Avenida Paulista, no Centro de São Paulo, para um ato organizado por Silas Malafaia (relembre no vídeo aqui).
O lema da manifestação foi "Justiça Já", e o objetivo era pressionar o Congresso pela aprovação de uma anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O projeto de lei foi, posteriormente, convertido no chamado PL da Dosimetria, que prevê uma redução de penas, e aprovado pelo Congresso. No entanto, o texto deve ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ato, que reuniu cerca de 12 mil pessoas, começou por volta das 14h perto do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Além de Bolsonaro, estiveram na manifestação os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cláudio Castro (Rio de Janeiro) e Romeu Zema (Minas Gerais).
Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília
Fonte: g1
