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Servidores do Banco Central deixaram cargos de chefia em meio à investigação do Master

Via @uolnoticias | Dois funcionários concursados do Banco Central deixaram cargos de chefia em departamentos que tiveram participações em diferentes processos relacionados ao Banco Master, desde a compra do banco por Daniel Vorcaro, até recentes investigações posteriores à liquidação da instituição financeira.

O que aconteceu

Em meio à sindicância interna aberta pelo Banco Central, chefes do departamento de supervisão bancária entregaram os cargos. Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza deixaram suas funções depois que o Banco Central abriu investigação interna para apurar detalhes dos eventos anteriores e posteriores à liquidação do Banco Master, segundo informações do jornal O Globo que foram confirmadas pelo UOL.

Ex-diretor de fiscalização do Banco Central era chefe-adjunto do Desup (Departamento de Supervisão Bancária). Paulo Sérgio Neves de Souza respondia pela área técnica do Banco Central do Brasil subordinada à Diretoria de Fiscalização (Difis), responsável por monitorar, fiscalizar e garantir a solidez e a estabilidade das instituições financeiras bancárias no mercado interno. Souza assinou a autorização da compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro, que rebatizou a instituição financeira como Banco Master, em 2021.

Economista formado pela PUC-SP, Souza tem MBA em Risco pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), da USP. Está no Banco Central desde 1998 como servidor concursado, e comandou diversas áreas do Banco Central desde 2005. Foi supervisor, gerente técnico e chefe de divisão do Desup (Departamento de Supervisão Bancária), chefe de departamento da Degef (Departamento de Gestão Estratégica, Integração e Suporte da Fiscalização) e do Difis (Diretoria de Fiscalização).

Teve passagem pelo Banco do Brasil. Atuou na Superintendência estadual de São Paulo, como nas áreas de concessão e acompanhamento de operação de crédito e gestão de risco de crédito, entre 1992 e 1998.

Chefe do departamento de Supervisão Bancária chegou a ser cotado para substituir Neves na diretoria de Fiscalização. Belline Santana seria um candidato natural para substituir Aílton de Aquino Santos. Ao longo dos últimos meses, Belline foi um dos que assinaram documentos do Banco Central enviados ao Ministério Público Federal em trocas de informações relacionadas às investigações relativas ao Banco Master.

Formado em Economia pela Universidade São Judas, Santana está no Banco Central desde janeiro de 1998. É vice-presidente da Associação dos Supervisores de Bancos das Américas (Asba) desde janeiro do ano passado, membro da Centrus, a Fundação Banco Central de Previdência Privada). É também o presidente do Comitê de Capacitação da Associação dos Supervisores Bancários das Américas desde outubro de 2022.

Procurados, Banco Central e Desup não responderam até a publicação desta nota. O UOL segue aberto à posição dos citados e atualizará o texto assim que receber resposta.

Do UOL, em São Paulo
Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/01/29/servidores-do-bc-deixaram-cargos-de-chefia-em-meio-a-investigacao-do-master.htm

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