“Devemos acelerar também o debate sobre a PEC 6×1, com equilíbrio e responsabilidade, ouvindo trabalhadores e empregadores”, disse Motta.
O parlamentar já havia afirmado, ainda em 2025, que daria prioridade ao assunto no próximo ano. O governo Lula já sinalizou, nos bastidores, que pretende usar a proposta como parte da estratégia eleitoral para 2026.
Líderes do Centrão ouvidos pelo Metrópoles avaliam que, por se tratar de um ano legislativo mais curto, o Executivo terá cerca de seis meses para aprovar projetos. Depois desse período, o Congresso tende a esvaziar, com parlamentares voltados às campanhas nos estados. Nesse cenário, consideram difícil a aprovação de textos com forte impacto econômico.
No Congresso, há diversos projetos em tramitação sobre o tema, sem consenso sobre qual deve ter prioridade. Enquanto a Câmara tenta construir acordo em torno de propostas que reduzem a jornada semanal em um dia, o Senado avançou ao aprovar, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma PEC mais ampla, que prevê a redução gradual da carga horária para 36 horas semanais.
Em dezembro, o relator de outro projeto que acaba com a escala de trabalho 6×1, o deputado Leo Prates (PDT-BA), apresentou um substitutivo na Comissão de Trabalho da Câmara. O texto estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, e tramita paralelamente à PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSol-SP) em 2024.
Por Maria Laura Giuliani
Fonte: metropoles.com
