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Banco Master: PF começa a investigar vazamento e pode avançar sobre parlamentares

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Via @cnnbrasil | A PF (Polícia Federal) já começou a apurar o vazamento de dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A investigação pode avançar sobre parlamentares e servidores do Legislativo que tiveram acesso ao conteúdo enviado à CPMI do INSS, segundo apurou a CNN. Ainda não há previsão para a conclusão dos trabalhos.

O inquérito foi aberto por determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), na última sexta-feira (6), após mensagens íntimas de Vorcaro com a então namorada terem sido divulgadas e viralizado.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), negaram responsabilidade pelo vazamento.

Viana disse que "não há menor condição de se dizer que os vazamentos aconteceram pela CPMI" e afirmou que "os dados foram manuseados por muitas pessoas", incluindo a mesa do Congresso e a própria PF, antes de serem compartilhados com o colegiado. Porém, declarou que os vazadores "fizeram bem para o país".

"Temos dezenas de pessoas que podem ter tido acesso e que podem ter feito o vazamento, e que fizeram um bem para o país, porque esses vazamentos interessam a toda a população. Agora, como presidente da CPI, sou muito claro, e o relator também, que não temos nenhum tipo de informação que foi publicizada diante do sigilo que nos chegou sob responsabilidade", disse.

Por sua vez, Gaspar afirmou que orientou sua equipe a evitar qualquer divulgação de informações durante os trabalhos da comissão.

“Eu disse aos meus assessores: “Nós vamos ser alvo, vazamento zero’”, declarou o parlamentar.

O vazamento de mensagens íntimas que viraram memes nas redes sociais tem sido criticado por fontes ligadas à investigação e no STF (Supremo Tribunal Federal).

As conversas do ex-casal se tornaram públicas após o material fruto de quebra de sigilo bancário ter sido compartilhado pela PF (Polícia Federal) com a CPMI do INSS por determinação do relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, em 20 de fevereiro.

Nesta segunda, o ministro Gilmar Mendes, decano na Corte, disse que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma "gravíssima violação ao direito à intimidade" e uma "barbárie institucional" que extrapola os limites da lei e da Constituição.

Após a publicação de dados sigilosos, Mendonça determinou na sexta-feira (6) que a PF abra um inquérito para apurar o vazamento. Na decisão, o relator destacou que a eventual quebra de sigilo de dados no curso de uma investigação não torna as informações públicas.

Em nota, a PF afirmou que nenhum relatório produzido no âmbito da investigação que apura a fraude financeira do Banco Master trouxe dados que não fossem relevantes para o esclarecimento dos fatos e acrescentou que segue rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações.

A Polícia Federal também afirmou que não cabe à instituição editar conversas, selecionar trechos ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos. De acordo com a corporação, esse tipo de prática poderia violar o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantidos pela Constituição.

Por Jussara Soares
Fonte: CNN

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