Vídeos publicados nas redes sociais mostram o agente da PM dando dois tapas no rosto de uma representante dos alunos da unidade e um soco no rosto do colega dela, que chega a cair no chão. O agente ainda utilizou gás de pimenta para dispersar o grupo que estava na escola.
Segundo as Associações Municipal e Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio, as vítimas do docente estavam inseguranças com o fato do acusado não ter sido afastado. Os grupos que representam os interesses dos estudantes foram até o local acompanhar a criação de um abaixo-assinado.
Durante a reunião, a Secretaria de Estado de Educação acionou a Polícia Militar para garantir a segurança durante as conversas.
Depoimentos
A BandNews FM conversou com um representante do DCE-UFRJ, João Victor Herbella que foi um dos agredidos pelo policial. Ele conta que precisou passar leite de magnésia no corpo para conter os efeitos do gás lacrimogêneo e que as associações vão continuar protestando em prol dos alunos.
A reportagem conversou com um aluno do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti que, com a identidade preservada e a voz distorcida, relatou que as denúncias de assédio contra o professor acusado são frequentes e que os alunos estão com medo depois do episódio.
Posição da Secretaria de Estado de Educação
Procurada, a Secretaria de Estado de Educação afirmou que instaurou sindicância interna para apurar a conduta do professor. A pasta no entanto, não respondeu se o profissional será afastado das atividades.
Sobre as agressões do policial, a Secretaria informou que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, e que a prática é incompatível com os princípios que orientam a educação pública.
A Seeduc reforçou que vai dar apoio aos estudantes envolvidos e seus familiares. O caso foi registrado na delegacia do Catete, que vai conduzir as investigações.
