A mudança acontece na mesma semana em que a Polícia Federal (PF) rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro. Apesar de a Procuradoria-Geral da República ter mantido as negociações em andamento, cresce, nos bastidores, a avaliação de que um eventual acordo chancelado pela gestão de Paulo Gonet seria visto como um “vexame” e teria dificuldade para passar pelo crivo do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, assumiu a defesa de Vorcaro em março. O advogado tem no currículo diversos acordos de delação premiada em casos de grande repercussão – caso do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato.
Interlocutores que acompanham o caso afirmam que Daniel Vorcaro não suporta mais a pressão de permanecer preso. Segundo relatos obtidos pelo blog, após uma fase inicial de blindagem e proteção de aliados, o banqueiro estaria disposto a ampliar o escopo da colaboração premiada.
Vorcaro estaria até mesmo disposto a subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido em eventual delação com a PGR, segundo apurou o blog do Valdo Cruz.
Na quinta-feira (21), a então defesa do empresário pediu a transferência do banqueiro de uma cela na Superintendência da PF no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O prédio é conhecido como "Papudinha".
Os advogados alegaram que as condições do local em que Vorcaro está sob custódia na PF não estão adequadas.
Por Andréia Sadi
Fonte: g1
