De acordo com a mulher, eles embarcaram no trem em São João del-Rei, por volta das 10h. Além do filho, de 7 anos, com quem veio do Rio de Janeiro, também estavam presentes a sobrinha, a irmã, a mãe e o padrasto da mulher. Eles saíram para comemorar o aniversário dela, que é neste domingo.
A mulher conta que, pouco após o início da viagem, uma passageira que estava sentada no banco de trás a chamou com um toque sutil no braço. Ela alertou que o homem ao lado da mãe da criança estava fazendo fotos e vídeos do garoto, sentado à frente de ambos.
Neste momento, a mulher relata que questionou o homem sobre o fato e pediu que lhe entregasse o celular. A princípio, ele disse que não tirou as fotos e recusou mostrar o telefone, respondendo de uma forma que não conseguiu entender muito bem, por conta do sotaque.
Contudo, quando teve acesso ao aparelho, a mulher encontrou fotos e vídeos do filho em uma conversa. Junto com as imagens, o homem fez comentários em espanhol sobre a cor da pele do menino e insinuou que poderia levá-lo para ser escravo.
Em outra mensagem, que a mãe do menino afirma ter localizado no aparelho, o homem diz que quer levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem fazia contato.
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| Argentino é suspeito de cometer racismo dentro da Maria Fumaça, em Tiradentes — Foto: Reprodução: Arquivo Pessoal |
Por conta do conteúdo da conversa, a mulher afirma que poderia ocorrer algo mais grave com a criança, e se sente aliviada por estar com o filho:
"É meu aniversário, eu tô aqui na delegacia o dia todo, mas isso aqui pra mim é um livramento", afirmou.
Com a ajuda de passageiros e da equipe de segurança do trem, o homem ficou detido em um compartimento até a chegada da Polícia Militar. O homem e a mulher foram encaminhados para a 3ª Delegacia Regional da Policia Civil em São João del-Rei, onde o suspeito segue detido até a última atualização desta reportagem.
A VLI, empresa que administra o transporte, lamentou o episódio, disse que repudia o racismo e permanece à disposição das autoridades para contribuir com a investigação.
Por g1 mg, Rodolfo Morais — Belo Horizonte
Fonte: g1

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