A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos policiais envolvidos.
De acordo com as investigações, os policiais levaram a vítima para a Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) de Carapicuíba, na Grande de São Paulo, sem qualquer justificativa legal, mantendo o homem como "refém" dentro do prédio.
Ele só foi liberado depois que um familiar dele entregou R$ 303 mil em espécie aos agentes numa padaria em Barueri, também na Região Metropolitana, assumindo o compromisso de pagar o restante em prestações.
Um segundo homem, também vítima de extorsão, participou do sequestro da mãe do jogador Robinho, segundo a polícia.
A operação, batizada de Quina, cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão nas casas dos policiais e nas delegacias onde atuavam. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros objetos que passarão por perícia e análise técnica.
Em nota, a Corregedoria reafirmou "seu compromisso permanente com a legalidade, a ética, a transparência institucional e o combate rigoroso a quaisquer desvios de conduta funcional".
Por Sabina Simonato, Bruno Tavares, Isabela Leite, TV Globo e GloboNews
Fonte: g1
