Um vídeo mostra o momento da discussão dentro da aeronave. A funcionária de solo da Latam - que atua no aeroporto - pede que a passageira saia do assento onde já estava sentada, e cuja marcação constava originalmente no pedido da compra, e que se sentasse em outro lugar.
O pedido para sair foi feito mesmo com os clientes alegando que tinham comprado assentos com mais espaço, conforme consta no bilhete emitido no momento da compra.
A técnica projetista Pâmela Baldan, passageira envolvida na confusão, contou que a discussão teria começado no momento em que ela recebeu um cartão de embarque com assentos diferentes dos que havia comprado.
"Em novembro, eu comprei duas passagens de volta. Os assentos marcados foram os 13 K e 13 L. Mas, na hora do embarque, o cartão veio com outros assentos na fileira 17", detalhou a capixaba de Vitória.
Ao entrar no avião, a passageira relatou a divergência para os comissários, mas eles disseram que ela poderia seguir para o assento comprado. Ela, então, se dirigiu para os assentos com mais espaço na fileira 13.
Logo depois, outra passageira se apresentou dizendo que também havia comprado um dos assentos onde o casal estava. Era a poltrona 13 K, onde Pâmela estava sentada.
Geovany e Pâmela Baldan tentavam retornar ao Espírito Santo após confusão em voo na Alemanha — Foto: Reprodução
Geovany e Pâmela Baldan tentavam retornar ao Espírito Santo após confusão em voo na Alemanha — Foto: Reprodução
Quando ficaram sabendo da divergência dos assentos, comissários do avião acionaram a equipe de solo para resolver a confusão com as marcações.
Foi quando a funcionária de solo entrou na aeronave e pediu que Pâmela saísse do lugar e fosse para um assento comum (sem o benefício adquirido). A capixaba se recusou a sair alegando que também tinha comprado aquele assento e que não iria para outro mais apertado, já que não era o que havia comprado.
A passageira do Espírito Santo disse ainda que a funcionária da companhia aérea estava irredutível e ameaçou chamar a polícia. Mesmo apresentando os comprovantes de que pagou por mais espaço, Pâmela foi escoltada por policiais e obrigada a voltar para o Brasil em um assento menos confortável. O marido ficou no assento onde eles estavam antes.
“Eu fiquei muito irritada. A noite inteira passava um filme do que tinha acontecido. Eles me trataram o tempo todo como se eu não tivesse comprado o assento. Me tratavam como louca, que eu estava requerendo algo que não era o meu direito”, desabafou a técnica projetista.
Ainda de acordo com o relato de Pâmela, nenhuma das equipes da companhia aérea ou dos policiais tentou resolver o problema.
"Um dos comissários chegou a tirar foto do meu comprovante para mostrar para a agente de solo e ela ignorou. Eles me tratavam o tempo todo como se eu tivesse perdido a minha sanidade mental".
Segundo a técnica projetista, a funcionária de solo que entrou no avião a acusou de atrasar o voo, causando transtornos aos outros passageiros.
Pâmela e o marido viajavam para Vitória, no Espírito Santo, após passarem 21 dias de férias na Europa. O casal contou que, quando pousou, não procurou a equipe brasileira da Latam porque "não estava em condições de lidar com a situação naquele momento".
Procurada, a Latam Airlines Brasil informou que está apurando o ocorrido.
Por Breno Alexandre, g1 ES
Fonte: g1
